Foto: Divulgação/Incaper

Treze embalagens de cafés produzidos em Iúna, na região do Caparaó, estão sendo avaliadas em um concurso que considera desde a conservação do produto até as informações apresentadas ao consumidor. A iniciativa é a primeira do Espírito Santo dedicada ao design de embalagens para café torrado e busca ajudar produtores do município a ampliar a presença dos cafés locais em mercados diferenciados.

O 1º Concurso Municipal de Design de Embalagem para Café Torrado de Iúna é realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Associação dos Produtores de Cafés Especiais de Iúna.

Nesta semana, as 13 embalagens inscritas passaram pela avaliação de tecnologia da embalagem e rotulagem na sede do Incaper, em Vitória. A análise do design é feita separadamente por profissionais da Prefeitura de Iúna.

A avaliação é dividida em três eixos. No primeiro, são observados o material utilizado e a capacidade da embalagem de proteger o café contra umidade, luz, oxigênio e contaminantes. Também entram na análise a preservação do aroma, sabor e frescor, além da resistência, vedação e praticidade.

No eixo de rotulagem, os avaliadores verificam se as informações são claras, legíveis e estão de acordo com as normas vigentes. Entre os itens analisados estão identificação do produto, peso líquido, lote, validade e origem.

A avaliação considera referências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), entre outras normas aplicáveis.

Concurso busca valorizar marcas locais

A proposta é utilizar a embalagem como uma ferramenta para agregar valor ao café produzido no município. Além da apresentação visual, o concurso considera aspectos que interferem diretamente na conservação do produto e na relação com o consumidor.

Para Amanda Dutra de Vargas, extensionista do Incaper e integrante da comissão organizadora, a análise permite olhar para etapas que vão além da produção do café.

“Mais do que reconhecer uma embalagem visualmente atrativa, consideramos também sua capacidade de preservar a qualidade do café, oferecer informações adequadas ao consumidor e contribuir para a valorização do produto no mercado”, afirma.

Segundo a extensionista, a iniciativa também pode orientar produtores e empreendimentos rurais sobre adequação dos produtos, agregação de valor e acesso a novos mercados.

Sete agentes de extensão do Incaper participaram da avaliação dos eixos de tecnologia da embalagem e rotulagem. A comissão organizadora também conta com as extensionistas Amanda Dutra de Vargas e Uliana Ribeiro Silva, do Escritório Local de Desenvolvimento Rural de Iúna.

O resultado do concurso e a premiação estão previstos para a próxima quarta-feira (14). Os três primeiros colocados receberão R$ 5 mil, R$ 3,5 mil e R$ 1,5 mil, respectivamente.