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O controle biológico de pragas tem ganhado espaço crescente na agricultura brasileira como alternativa e complemento ao uso de defensivos químicos, reduzindo custos e impactos ambientais sem comprometer a produtividade da lavoura.

Especialistas do setor apontam que o controle biológico utiliza inimigos naturais das pragas, como predadores, parasitoides e microrganismos, para reduzir populações de insetos daninhos a níveis que não comprometam economicamente a cultura.

O uso de vespas parasitoides no controle da lagarta-do-cartucho do milho é um dos exemplos mais consolidados dessa técnica no Brasil, sendo aplicado em larga escala por produtores de diferentes regiões do país.

Fungos entomopatogênicos, que infectam e matam insetos-praga especificamente, também têm sido incorporados ao manejo integrado, oferecendo alternativa eficaz com menor impacto sobre insetos benéficos presentes na lavoura.

O manejo integrado de pragas combina o controle biológico com monitoramento constante da lavoura, definindo intervenções químicas apenas quando estritamente necessárias, o que reduz custos e retarda o desenvolvimento de resistência das pragas.

A convivência entre controle biológico e químico exige planejamento cuidadoso, já que a aplicação de determinados defensivos pode eliminar também os agentes biológicos benéficos introduzidos na área de manejo.

A produção comercial de agentes biológicos tem crescido no Brasil, ampliando o acesso de produtores de diferentes portes a essas tecnologias, que antes eram restritas principalmente a grandes propriedades com estrutura própria.

Com o mercado internacional valorizando cada vez mais produtos com menor uso de agroquímicos, o controle biológico tende a se consolidar não apenas como prática ambientalmente responsável, mas também como diferencial competitivo para o produtor rural.