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As cooperativas de crédito movimentaram cerca de R$ 9,7 bilhões no Espírito Santo em 2025, quase 50% a mais do que no ano anterior, quando o setor registrou R$ 6,5 bilhões. Os dados são do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2026, que aponta a presença de 26 cooperativas registradas no Sistema OCB/ES, com 969 mil cooperados e mais de 3,7 mil empregos diretos.

O crescimento da movimentação financeira acompanha a expansão do cooperativismo de crédito no estado. As instituições atuam em diferentes municípios capixabas e oferecem serviços financeiros a pessoas físicas, empresas e produtores rurais, com participação dos associados nas decisões e nos resultados do negócio.

Diferentemente dos bancos tradicionais, as cooperativas de crédito funcionam com base na participação dos cooperados, que também são donos da instituição. Ao se associar, a pessoa adquire uma cota de participação e passa a ter direitos previstos nas regras da cooperativa, como participar de assembleias e votar nas decisões, conforme o modelo de governança adotado.

Esse formato influencia a destinação dos resultados financeiros. Em vez de direcionar os ganhos exclusivamente a investidores externos, as cooperativas podem distribuir as chamadas sobras entre os associados, conforme as regras aprovadas, ou destinar recursos a reservas e outras finalidades previstas. Os resultados também podem contribuir para ampliar a oferta de serviços e fortalecer a atuação local.

Na prática, as cooperativas oferecem serviços semelhantes aos dos bancos, como contas, cartões, empréstimos, financiamentos, investimentos, seguros e aplicativos. As condições variam de acordo com cada instituição, o perfil do associado e os produtos contratados.

A possibilidade de participar da gestão é uma das características do modelo. Nas assembleias, os cooperados podem acompanhar resultados, discutir propostas e votar em temas relevantes para a instituição. Em algumas cooperativas, a participação ocorre por meio de delegados, conforme a estrutura de representação adotada.

O alcance do setor também se estende ao financiamento de atividades econômicas. Empresas podem recorrer a linhas de crédito para investir em equipamentos, ampliar operações ou organizar o fluxo de caixa. No campo, produtores rurais podem buscar recursos para custeio, aquisição de máquinas e melhorias nas propriedades, de acordo com as linhas disponíveis e os critérios de concessão.

Além dos serviços financeiros, as cooperativas podem apoiar iniciativas nas comunidades onde estão presentes. A atuação local pode envolver educação financeira, projetos sociais e parcerias com organizações da região. Essas ações variam entre as instituições e complementam a oferta de produtos e serviços aos cooperados.

O número de associados e o volume movimentado em 2025 mostram a dimensão alcançada pelo cooperativismo de crédito capixaba. Com 969 mil cooperados, o setor reúne uma base expressiva de pessoas que utilizam os serviços dessas instituições e participam, de diferentes formas, de sua estrutura de propriedade e governança.

Os indicadores do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2026 apontam, assim, a relevância econômica das cooperativas de crédito no Espírito Santo. A expansão do setor combina a oferta de serviços financeiros com um modelo de participação dos associados, que busca atender às necessidades dos cooperados e contribuir para o desenvolvimento das regiões onde as instituições atuam.

Fonte: OCB/ES