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A produção brasileira de cana-de-açúcar foi estimada em 738,7 milhões de toneladas em 2026, após uma revisão positiva de 4,8% em relação ao levantamento de agosto. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o avanço está relacionado principalmente à melhora da produtividade dos canaviais. O rendimento médio cresceu 5,8% na comparação mensal.
São Paulo concentra a maior parcela da produção nacional, com estimativa de 381 milhões de toneladas. O estado responde por mais da metade do volume brasileiro e, por isso, tem peso significativo nas revisões do levantamento. Em setembro, a projeção paulista aumentou 8,2% em relação ao mês anterior.
Na comparação anual, a produção de cana-de-açúcar em São Paulo deve crescer 6,1%, apesar da redução de 3,4% na área colhida. O resultado está associado ao aumento de 9,9% no rendimento médio. Os números mostram que uma produção maior não depende necessariamente da expansão da área, já que ganhos de produtividade também podem elevar o volume colhido.
O Paraná também apresentou revisão positiva na estimativa de setembro. A produção estadual foi elevada em 5,3% em relação a agosto, refletindo a melhora da produtividade dos canaviais. Na comparação com 2025, a projeção indica crescimento de 12,2%.
A produtividade é um dos indicadores acompanhados pelos produtores porque permite avaliar o volume obtido em determinada área cultivada. O resultado pode variar conforme as condições climáticas, o manejo agrícola e o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo. No levantamento atual, o avanço do rendimento médio aparece como principal fator associado à revisão nacional positiva.
A cana-de-açúcar abastece diferentes segmentos industriais. Entre os principais estão as usinas produtoras de açúcar e etanol, além das unidades que utilizam resíduos do processamento para geração de energia. A disponibilidade da matéria-prima influencia o planejamento das operações industriais e a organização da colheita nas regiões produtoras.
A relação entre a produção agrícola e o processamento industrial, entretanto, depende de outros fatores. A quantidade de cana disponível não informa, por si só, quanto será destinado à fabricação de açúcar ou etanol. Essa divisão depende das decisões das usinas e das condições dos mercados desses produtos.
A logística também tem importância para o setor, já que a cana precisa ser transportada das lavouras até as unidades de processamento. O planejamento da colheita e do transporte ajuda a organizar o fluxo de matéria-prima e as operações industriais durante o período de safra.
O aumento da estimativa nacional representa uma revisão da perspectiva de produção, e não um resultado definitivo. Como as informações são atualizadas ao longo do ciclo agrícola, novas medições podem alterar os números divulgados pelo instituto nos próximos levantamentos.
Os dados fazem parte da estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. O acompanhamento mensal permite observar as mudanças nas principais culturas brasileiras e identificar quais estados e fatores estão contribuindo para as revisões de produção.
Fonte: IBGE
