Figuras feitas em argila conquistam Indicação Geográfica
Foto: Divulgação/Sebrae

Mais uma Indicação Geográfica (IG) entrou para a lista brasileira de artesanatos com o reconhecimento pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A entidade reconheceu, ontem (19), IG do tipo Indicação de Procedência (IP) para as figuras modeladas em argila produzidas em Taubaté (SP). O Sebrae atua para apoiar pequenos negócios na conquista desse registro.
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O número de IGs nacionais sobe para 155, sendo 123 do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 Denominações de Origem (DO). O reconhecimento reforça o papel das IGs como instrumentos de valorização territorial, proteção do saber-fazer e estímulo ao desenvolvimento econômico regional, especialmente para pequenos produtores e artesãos.
A documentação apresentada ao INPI demonstra que a arte figureira de Taubaté possui raízes históricas que remontam ao século XVII, com a chegada dos frades franciscanos durante a construção do Convento de Santa Clara, quando teve início a confecção de presépios em argila. O ofício foi transmitido de forma geracional, tendo como marco a atuação da artesã Maria da Conceição Frutuoso Barbosa (1866–1944), reconhecida como pioneira na modelagem de imagens sacras e na consolidação da identidade das chamadas figureiras.
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“A IG cria um ambiente mais seguro para o artesão acessar novos mercados, agregar valor ao produto e preservar a autenticidade do saber-fazer local. No caso das Figuras de Taubaté, estamos falando de uma tradição viva, que gera renda, identidade e oportunidades de negócios para artesãos”, disse a coordenadora de Negócios de Base Tecnológica do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht.
A notoriedade da produção está associada a símbolos culturais consolidados, como o Pavão, ícone da arte figureira de Taubaté e símbolo do artesanato paulista desde 1979, além de registros oficiais e iniciativas de proteção, como a Lei Complementar nº 55/1994, que reconhece o patrimônio cultural local. A tipicidade das peças também se expressa na técnica de finalização, marcada pelo uso do “azulão”, obtido a partir da combinação de pó azul ultramar, goma-laca e álcool.
Texto: Camila Vidal/Sebrae
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