Mais um café brasileiro conquista Indicação Geográfica (IG)

Foto: Divulgação

O Brasil chegou à sua 145ª Indicação Geográfica (IG). O café arábica produzido em Torrinha (SP) recebeu do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a concessão da Indicação Geográfica (IG), da espécie Indicação de Procedência (IP). O Brasil agora possui 18 regiões produtoras de café com IGs, um reconhecimento pela qualidade do produto cultivado nessas áreas.

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Das 145 IGs brasileiras, 106 são de IPs (todas nacionais) e 39 Denominações de Origem (DO) (29 nacionais e 10 estrangeiras). Torrinha está próxima de cidades que foram grandes centros produtores de café, mas que atualmente se dedicam a outras culturas.

“Esse reconhecimento fortalece não só a região de Torrinha, mas todo o ecossistema cafeeiro nacional, aumentando o reconhecimento nacional e internacional dos cafés com origem controlada”, destaca a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, Hulda Giesbrecht.

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HISTÓRIA – A produção cafeeira da região data do século XIX, com a intensificação da sua ocupação por imigrantes europeus. A vocação cafeeira foi ainda estimulada por melhorias urbanas ao longo do tempo, com a instalação de ferrovias, como a Estação Ferroviária de Torrinha, inaugurada em 1896, utilizada no escoamento da produção.

Com quase 800 metros de altitude, a cidade possui condições ideais para o cultivo de café arábica. A produção deixou marcas na religiosidade da cidade – há mais de 28 anos, sempre no último domingo de novembro, é celebrada a Missa do Cio da Terra, um louvor em agradecimento pela colheita.

Por tradição, os produtores ofertam a primeira saca de café colhida na safra do ano. O evento atrai cerca de mil fiéis de toda a região, sendo o turismo em Torrinha de cunho religioso e ligado à cultura do café.

IGS – As Indicações Geográficas (IG) são ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. Elas possuem duas funções principais: agregar valor e proteger a região produtora.

O sistema de Indicações Geográficas promove os produtos e sua herança histórico-cultural, que é intransferível. Essa herança abrange vários aspectos relevantes: área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade. Tudo isso confere uma notoriedade exclusiva aos produtores da área delimitada.

Texto: Rafael Baldo/Sebrae e INPI

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