Ufes projeta nova estação científica no coração do Atlântico

Foto: Divulgação

A quase mil quilômetros da costa brasileira, um punhado de rochas emerge do Atlântico como um ponto de resistência e descoberta. É ali, no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, que o Brasil se prepara para construir uma nova estação científica — moderna, sustentável e pensada para enfrentar os ventos e o sal que castigam o oceano.

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O projeto, elaborado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), acaba de receber sinal verde da Marinha do Brasil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O investimento, de cerca de R$ 7 milhões, vem do Fundo de Compensação Ambiental da Caixa Econômica Federal e envolve uma rede de cooperação que inclui a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest), a Marinha e o ICMBio.

Mais do que uma obra de engenharia, a nova estação é um símbolo da presença brasileira em uma das regiões mais estratégicas e ricas em biodiversidade marinha do planeta. A estrutura atual, construída em 2008, já sente o peso das condições extremas — e será substituída por uma versão que une eficiência energética, respeito ambiental e conforto para quem faz da ciência sua morada temporária no meio do oceano.

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O desenho da nova base nasceu no Laboratório de Planejamento e Projetos da Ufes, sob a coordenação da professora Cristina Engel. A equipe buscou criar um espaço funcional e autossuficiente, com sistemas para tratamento de água, reaproveitamento de energia e manejo responsável de resíduos. Uma arquitetura pensada para caber no ambiente — e não o contrário.

“Nosso desafio foi imaginar um abrigo que protegesse os pesquisadores sem ferir o ecossistema que eles estudam”, explica Cristina, resumindo o espírito do projeto que une tecnologia, ciência e cuidado.

O arquipélago, reconhecido como Área de Proteção Ambiental e Monumento Natural, é um ponto vital para pesquisas sobre mudanças climáticas, oceanografia e biodiversidade. Também garante ao Brasil a soberania sobre uma área de 455 mil quilômetros quadrados da Zona Econômica Exclusiva — um território marinho do tamanho da Península Ibérica.

Para o reitor Eustáquio de Castro, a aprovação do projeto mostra a força da universidade pública e o papel das fundações de apoio em transformar conhecimento em ação. A Fest, que lidera a execução da obra, celebra o reconhecimento. “É uma conquista da ciência brasileira”, resume o superintendente Armando Biondo Filho.

Com a nova estação, o Brasil reafirma sua presença no Atlântico e sua vocação para a pesquisa oceânica. Um passo firme rumo ao futuro — feito de parcerias, inovação e respeito ao mar que nos cerca.

Fonte: Ufes

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