Especialista defende a importância das cooperativas de crédito na inclusão financeira e sustentabilidade no campo

Foto: Freepik

As cooperativas de crédito têm se consolidado como protagonistas silenciosas do desenvolvimento econômico brasileiro – especialmente no campo. Com foco no cooperado e não no lucro, essas instituições oferecem acesso a crédito com juros mais justos, menos burocracia e uma relação de parceria que vai além das transações financeiras.

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Para o advogado Adhemar Michelin Filho, sócio da Michelin Sociedade de Advogados, pós-graduado em Direito Empresarial pela FGV/SP e em Direito Ambiental pela PUC/SP, o cooperativismo financeiro é um modelo que alia solidez, proximidade e propósito social.

“Por serem instituições sem fins lucrativos, as cooperativas de crédito colocam o desenvolvimento do cooperado e da comunidade em primeiro lugar. O resultado é um crédito mais acessível, adaptado à realidade local e voltado ao crescimento sustentável”, afirma.

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A lógica cooperativa também se destaca em momentos de crise. Enquanto bancos tradicionais costumam seguir políticas mais rígidas, as cooperativas oferecem soluções personalizadas e renegociações flexíveis, com o objetivo de ajudar o produtor a atravessar períodos de estiagem, queda de safra ou endividamento bancário.

“O cooperativismo tem uma abordagem mais humana. O objetivo é que o cooperado se recupere, continue produzindo e contribua para o fortalecimento da economia regional”, acrescenta o advogado.

Nos últimos anos, o setor tem investido fortemente em inovação e digitalização. Hoje, muitas cooperativas já disponibilizam plataformas digitais e aplicativos próprios, oferecendo serviços financeiros completos de forma rápida e segura, inclusive para produtores rurais em áreas remotas.

Além do crédito, cresce o apoio às boas práticas ambientais. Diversas cooperativas oferecem linhas específicas para energia solar, biogás, irrigação eficiente, manejo de resíduos e agricultura de baixo carbono, com taxas e prazos diferenciados.

“É um ciclo virtuoso: a cooperativa apoia o produtor, o produtor adota práticas sustentáveis e toda a comunidade se beneficia”, resume Michelin.

Para quem ainda tem receio de ingressar em uma cooperativa, o advogado reforça que a principal diferença está na relação de pertencimento:

“O cooperado não é um cliente, é dono. Ele participa das decisões, compartilha os resultados e tem voz ativa no rumo da instituição. É uma forma democrática de fazer finanças e desenvolver o país de dentro para fora.”

Fonte: Adhemar Michelin Filho é advogado, pós-graduado em Direito Empresarial pela FGV/SP e em Direito Ambiental pela PUC/SP. Sócio da Michelin Sociedade de Advogados e integrante da Comissão Estadual do Meio Ambiente da OAB/SP.

Fonte: M2 Comunicação Jurídica

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