Escassez de mão de obra leva avicultura e suinocultura capixabas a buscar trabalhadores de outros estados e países

Foto: Freepik

A dificuldade para encontrar trabalhadores no meio rural tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a ampliar a contratação de profissionais de outras regiões do Brasil e também do exterior. O movimento tem ajudado a manter o ritmo de produção em um dos segmentos mais importantes do agronegócio capixaba.

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Levantamento realizado pela Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e pela Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases) mostra que aproximadamente 8% da mão de obra empregada atualmente nas cadeias produtivas de aves e suínos é formada por trabalhadores vindos de outros estados.

Entre os profissionais migrantes, a Bahia concentra a maior participação, respondendo por 26% desse grupo. Também se destacam Minas Gerais (7%), Rio de Janeiro (4%), São Paulo (2,5%) e Pará (2,5%). Ao todo, trabalhadores de 18 estados brasileiros atuam nas atividades ligadas à produção animal capixaba.

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Além da migração interna, o setor também registra crescimento da participação de estrangeiros. Embora ainda representem uma parcela menor dos empregos, eles já correspondem a quase 2% da força de trabalho utilizada pelas empresas e propriedades rurais.

Os venezuelanos formam a maior parte desse grupo, com 82% dos trabalhadores estrangeiros. Também há profissionais oriundos de países como Cuba, Bolívia e Tunísia. Em algumas agroindústrias e propriedades rurais, a participação de estrangeiros chega a alcançar até 20% do quadro de funcionários.

Segundo as entidades do setor, a busca por trabalhadores de diferentes origens tem sido uma alternativa para enfrentar a dificuldade de reposição da mão de obra local, cenário observado em diversas regiões do país. Entre os fatores apontados estão a migração da população para centros urbanos e as mudanças no perfil demográfico das comunidades rurais.

As associações destacam que todas as contratações seguem as normas da legislação trabalhista brasileira e incluem ações voltadas à integração dos profissionais nas empresas e nas comunidades onde passam a residir.

Além de contribuir para suprir a demanda das cadeias produtivas, a movimentação também cria oportunidades para trabalhadores que buscam inserção no mercado de trabalho e melhores condições de vida, reforçando a importância social e econômica da atividade para o Espírito Santo.

Fonte: AVES/ASES

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