Qualidade, rastreabilidade e bem-estar animal ganham espaço na estratégia dos laticínios brasileiros
Foto: Freepik

Com a concorrência internacional cada vez mais presente no mercado de lácteos, a busca por competitividade deixou de depender apenas de escala e redução de custos. Hoje, fatores como qualidade, controle da produção, rastreabilidade e bem-estar animal ganham importância crescente na estratégia das indústrias que atuam em segmentos de maior valor agregado.
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A avaliação é de Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, empresa que aposta na verticalização da produção para garantir maior controle sobre todas as etapas da cadeia leiteira. Segundo ele, a integração entre produção agrícola, pecuária e industrialização permite reduzir variáveis que podem comprometer a qualidade dos produtos.
A estratégia envolve desde o cultivo dos alimentos utilizados na nutrição do rebanho até a fabricação dos derivados lácteos. Com isso, a empresa busca assegurar maior padronização da matéria-prima ao longo do ano e oferecer produtos com características mais uniformes ao consumidor.
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A preocupação com a origem dos alimentos também tem influenciado o comportamento de compra. Consumidores, varejistas e distribuidores passaram a exigir mais informações sobre os processos produtivos, tornando a rastreabilidade um diferencial importante para o setor.
Atualmente, a operação leiteira da RAR produz cerca de 52 mil litros de leite por dia. O rebanho é formado exclusivamente por vacas da raça holandesa, reconhecida pela alta produtividade. A produção média alcança aproximadamente 36 litros por animal diariamente.
De acordo com Sartor, um dos fatores que contribuem para a manutenção dos padrões de qualidade é a adoção de uma alimentação uniforme durante todo o ano. A medida busca evitar oscilações na composição do leite utilizado na fabricação de queijos, manteigas e outros derivados.
Outro diferencial destacado pela empresa está na logística. A proximidade entre a fazenda e a unidade industrial reduz o tempo entre a ordenha e o processamento do leite, contribuindo para preservar as características da matéria-prima e minimizar riscos operacionais.
Além da integração produtiva, o bem-estar animal tem se consolidado como um dos principais critérios de valorização dos produtos lácteos. A demanda por sistemas de produção mais transparentes levou muitas empresas a adotarem protocolos específicos voltados ao manejo e ao conforto dos animais.
A RAR foi uma das primeiras operações leiteiras da região Sul a obter certificação de bem-estar animal. O selo reconhece práticas relacionadas à saúde, alimentação, manejo e condições de criação do rebanho.
A valorização desses atributos acompanha a expansão do mercado de produtos premium, que inclui categorias como queijos especiais, manteigas diferenciadas e derivados com maior valor agregado. Para a indústria, esse segmento representa uma oportunidade de competir por qualidade em vez de disputar mercado apenas pelo preço.
O movimento ganha relevância diante das perspectivas de aumento da concorrência externa nos próximos anos. Com a gradual redução de barreiras comerciais, empresas brasileiras buscam reforçar características que agregam valor aos produtos e fortalecem sua posição no mercado.
Para especialistas do setor, a combinação entre eficiência produtiva, rastreabilidade e bem-estar animal tende a ganhar ainda mais importância à medida que consumidores e compradores institucionais ampliam as exigências relacionadas à origem dos alimentos.
Fonte: RAR Agro & Indústria
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