Tecnologia patenteada aposta em óleos essenciais para combater pragas do morango
Foto: Freepik

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros poderá ampliar as alternativas para o controle de pragas na produção de morango, especialmente em sistemas orgânicos e agroecológicos. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu a patente de uma composição inseticida formulada com óleos essenciais de origem vegetal, criada para combater a formiga-lava-pé (Solenopsis saevissima) e o pulgão-do-morango (Cerosipha forbesi).
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A invenção é resultado de uma parceria entre o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O pedido havia sido protocolado em dezembro de 2019 e teve a concessão oficializada pelo INPI em 21 de julho de 2026. A proteção da tecnologia será válida por 20 anos, conforme a legislação brasileira de propriedade industrial.
A composição utiliza compostos naturais extraídos das espécies vegetais Tephrosia vogelii e Piper aduncum. O objetivo é oferecer uma alternativa aos inseticidas sintéticos, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para o manejo de pragas que provocam perdas econômicas na cultura do morangueiro.
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Durante o desenvolvimento da pesquisa, os testes foram realizados em laboratório e em condições de semi-campo. Conforme os resultados descritos no processo de patente, algumas concentrações dos óleos essenciais eliminaram 100% dos pulgões em até 24 horas após a aplicação. O óleo extraído de Piper aduncum também apresentou índice de mortalidade superior a 80% para as duas espécies avaliadas.
Além da eficiência observada nos ensaios, a tecnologia foi projetada para ser utilizada em diferentes formulações agrícolas. A composição poderá ser aplicada na forma de solução, emulsão, suspensão, spray, aerossol, gel ou filme protetor, permitindo adaptação a diferentes sistemas de manejo fitossanitário.
A patente tem como inventores Luciano Menini, Ana Terra Bravim dos Santos, José Salazar Zanuncio Junior e Luciana Alves Parreira Menini. A expectativa é que a tecnologia fortaleça o desenvolvimento de alternativas de controle biológico e de produtos de origem vegetal para a produção de morango.
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