Café arábica x café conilon: diferenças no cultivo e no mercado
Foto: Freepik

O Brasil é o maior produtor mundial de café, e boa parte dessa liderança vem da convivência entre duas espécies com características bem distintas: o arábica e o conilon. Entender as diferenças entre elas ajuda o produtor a decidir qual se encaixa melhor na sua propriedade.
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Segundo pesquisadores que estudam cafeicultura, são duas culturas com exigências tão diferentes que praticamente pedem manejos separados. Tentar aplicar as mesmas técnicas nas duas espécies costuma gerar frustração e baixa produtividade.
O café arábica se desenvolve melhor em altitudes elevadas, geralmente acima de 800 metros, e exige temperaturas mais amenas. Essa espécie é tradicionalmente associada a xícaras de maior qualidade sensorial, com acidez mais pronunciada e aromas mais complexos.
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Já o café conilon, também chamado de robusta, se adapta melhor a regiões mais quentes e de baixa altitude. Sua planta é mais resistente a pragas e a períodos de estresse hídrico, o que reduz o risco de perda de safra em anos mais secos.
Do ponto de vista econômico, o conilon costuma apresentar produtividade por hectare superior à do arábica, embora seu preço de mercado geralmente seja menor. Isso faz da espécie uma opção interessante para produtores que buscam volume e menor risco produtivo.
O arábica, por outro lado, costuma pagar melhor por saca em mercados de cafés especiais, principalmente quando a propriedade investe em processos de colheita seletiva e pós-colheita cuidadosa. Essa diferença de valorização compensa, em muitos casos, a menor produtividade.
Algumas regiões produtoras têm apostado na convivência das duas espécies dentro da mesma propriedade, dividindo áreas conforme a altitude e o microclima de cada talhão. Essa estratégia ajuda a diluir riscos climáticos e de mercado ao longo do ano.
Para o produtor que está decidindo entre uma espécie ou outra, a recomendação técnica é sempre partir de uma análise detalhada de altitude, clima e disponibilidade de mão de obra da região, já que essas variáveis pesam mais no resultado final do que a preferência pessoal pelo tipo de café.
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