Como monitorar umidade e nutrientes do solo à distância
Foto: Freepik

Os sensores de solo conectados à internet têm permitido que produtores acompanhem, em tempo real e a partir do celular, condições que antes exigiam visitas frequentes ao campo. A tecnologia faz parte do movimento de internet das coisas aplicado ao agronegócio.
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Especialistas em automação agrícola afirmam que hoje o produtor sabe se precisa irrigar antes mesmo de pisar na lavoura. Essa antecipação de informação é o principal ganho da tecnologia.
Os sensores de umidade instalados em diferentes profundidades do solo permitem ajustar a irrigação com muito mais precisão do que o método tradicional baseado apenas na observação visual da planta ou do solo superficial.
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Além da umidade, alguns sensores mais avançados também monitoram temperatura, condutividade elétrica e níveis de nutrientes, oferecendo um panorama mais completo sobre as condições do solo ao longo do ciclo da cultura.
Em culturas irrigadas, o retorno financeiro do investimento em sensoriamento costuma ser mais rápido, já que a economia de água e energia elétrica gerada pela irrigação mais precisa compensa o custo dos equipamentos em poucas safras.
A transmissão de dados desses sensores depende de conectividade estável no campo, o que ainda é um desafio em regiões mais remotas do país. Soluções via rádio frequência e satélite têm ajudado a superar essa limitação.
A integração desses dados com plataformas de gestão agrícola permite que o produtor cruze informações de solo com previsão do tempo e histórico de produtividade, tomando decisões mais embasadas sobre manejo e adubação.
Com a queda gradual no custo dos sensores e o avanço da conectividade rural, especialistas projetam que o monitoramento remoto do solo deve se tornar prática comum mesmo em propriedades de menor porte nos próximos anos.
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