Genética bovina: como escolher touros para melhorar o rebanho
Foto: Envato

A genética é um dos pilares menos visíveis, mas mais decisivos, da pecuária de corte. A escolha do touro certo pode elevar significativamente o ganho de peso e a qualidade da carcaça das próximas gerações do rebanho.
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Especialistas do setor apontam que muitos produtores ainda escolhem touros pela aparência física, sem considerar dados objetivos de desempenho, o que reduz o potencial de ganho genético real da propriedade ao longo dos anos.
As Diferenças Esperadas na Progenie, indicadores que estimam o desempenho da futura cria, são ferramentas cada vez mais usadas para comparar touros de forma objetiva antes da compra ou da escolha para inseminação.
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Características como peso ao nascer, ganho de peso diário e perímetro escrotal fazem parte das avaliações genéticas disponíveis, ajudando o produtor a equilibrar facilidade de parto com potencial de crescimento dos bezerros.
A inseminação artificial tem ampliado o acesso de pequenos e médios produtores a genética de alto valor, sem a necessidade de manter touros de elite na propriedade, reduzindo custos e riscos sanitários do plantel.
O cruzamento industrial, que combina diferentes raças, costuma aproveitar o vigor híbrido para melhorar características específicas, como rusticidade e ganho de peso, sendo estratégia comum em sistemas de cria comercial.
O acompanhamento do desempenho da progenie ao longo do tempo permite ajustar as escolhas genéticas da propriedade, identificando quais touros efetivamente geraram os melhores resultados dentro da realidade específica do rebanho local.
Com o mercado valorizando cada vez mais carcaças padronizadas e uniformes, investir em genética deixou de ser diferencial exclusivo de grandes fazendas e passou a integrar a estratégia de produtores de todos os portes que buscam competitividade.
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