Foto: Julio Huber
Café e pimenta-do-reino ampliaram as vendas ao mercado internacional e ajudaram a sustentar o desempenho das exportações do agronegócio do Espírito Santo nos nove primeiros meses de 2026. Juntos, os dois produtos movimentaram cerca de US$ 1,7 bilhão no período, com aumento tanto no valor quanto na quantidade embarcada.
O café liderou a pauta, com US$ 1,4 bilhão em exportações, valor que corresponde a 58,5% das divisas geradas pelo agronegócio capixaba. O volume chegou a 312,4 mil toneladas, 27,2% acima do registrado no mesmo período de 2025.
Considerando apenas o café verde, o Espírito Santo exportou US$ 1,2 bilhão, crescimento de 9,2% no valor e de 29% no volume. O Estado é o maior produtor brasileiro de café conilon e responde por cerca de 70% da produção nacional da variedade.
A pimenta-do-reino também avançou. As vendas externas somaram US$ 286,8 milhões, alta de 6,5%, enquanto o volume exportado alcançou 47,1 mil toneladas, crescimento de 7,6%. O produto representou 12,1% das divisas do agro estadual e ficou na terceira posição entre os itens mais exportados.
O Espírito Santo é responsável por mais de 60% da produção brasileira de pimenta-do-reino, mantendo a liderança nacional da cadeia.
Agro movimenta US$ 2,4 bilhões
No total, os produtos do agronegócio capixaba geraram US$ 2,4 bilhões em exportações entre janeiro e setembro, o equivalente a aproximadamente R$ 11,8 bilhões. O setor respondeu por 30,4% de todas as vendas externas realizadas pelo Estado no período.
A celulose apareceu na segunda posição da pauta, com US$ 590,4 milhões e participação de 25%. Somados ao café e à pimenta-do-reino, os três produtos concentraram 95,6% das divisas obtidas pelo agronegócio.
Outros produtos também participaram das exportações, como mamão, que gerou US$ 22,9 milhões; gengibre, com US$ 21,3 milhões; e chocolates e preparados com cacau, que alcançaram US$ 14,6 milhões.
No segmento de chocolates e preparados com cacau, a quantidade comercializada cresceu 17,7%, enquanto o valor das exportações aumentou 1,8%.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o desempenho está relacionado à posição que o Espírito Santo ocupa nas cadeias do café e da pimenta-do-reino.
“Café e pimenta-do-reino são duas grandes referências do agro capixaba. O Espírito Santo lidera nacionalmente a produção de café conilon e de pimenta-do-reino, e essa força no campo também se traduz em competitividade no mercado externo”, afirmou.
Produtos chegam a 128 países
As exportações do agronegócio capixaba alcançaram 128 países nos nove primeiros meses do ano. Os Estados Unidos foram o principal destino, com US$ 496,5 milhões, ou 21% das divisas.
Turquia, com US$ 159,6 milhões, Colômbia, com US$ 133,7 milhões, México, com US$ 126,8 milhões, e Bélgica, com US$ 120,9 milhões, completaram a lista dos cinco maiores mercados.
Esses cinco países responderam por cerca de 43,9% da receita. Os demais destinos, portanto, concentraram mais da metade das divisas obtidas pelo setor.
Segundo Danieltom Vandermas, gerente de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a distribuição das vendas entre diferentes mercados reduz a exposição do setor às oscilações de um único país.
“Há uma diversificação importante dos mercados compradores. Estados Unidos, Turquia, Colômbia, México e Bélgica são os cinco principais destinos e, juntos, respondem por cerca de 44% das divisas geradas pelas exportações do agro capixaba”, disse.
