Foto: Freepik

Transporte, alterações no ambiente, dor e mudanças na convivência com outros animais estão entre os fatores que podem provocar estresse em cavalos. Embora essa reação seja natural e ajude os equinos a se adaptarem a situações novas, episódios frequentes ou prolongados podem prejudicar o bem-estar e favorecer problemas de saúde, como úlceras gástricas.

Segundo Kauê Ribeiro, coordenador de Comunicação Técnica da Vetnil, é importante distinguir as respostas pontuais de adaptação das situações persistentes. O estresse prolongado pode comprometer funções fisiológicas e aumentar o risco de complicações.

Os sinais variam de acordo com o animal e podem incluir inquietação, alterações na postura, aumento do estado de alerta, sudorese, mudanças nas frequências cardíaca e respiratória e modificações nos hábitos de alimentação e descanso. Também podem ocorrer mudanças na interação social e comportamentos repetitivos.

Esses indícios, porém, não confirmam isoladamente um quadro de estresse. A avaliação deve considerar o ambiente, o histórico e o comportamento habitual do cavalo. Por isso, observar mudanças na rotina do animal é uma das formas de perceber quando algo não está bem.

Manejo ajuda a reduzir situações estressantes

A prevenção passa por cuidados com o ambiente e pela manutenção de condições adequadas de alimentação, descanso e convivência. Manter uma rotina consistente, garantir acesso à água e ao alimento e oferecer espaço para a expressão de comportamentos naturais são medidas que contribuem para o bem-estar dos equinos.

Sempre que possível, mudanças na rotina devem ocorrer de forma gradual. A interação com outros cavalos também deve ser considerada no manejo, respeitando as características e as necessidades de cada animal.

A alimentação é outro ponto importante. De acordo com Ribeiro, a dieta precisa fornecer os nutrientes adequados às características, à rotina e às demandas do cavalo. A suplementação de determinados nutrientes pode integrar o manejo, desde que seja considerada dentro de uma abordagem mais ampla de cuidados.

Nutrientes participam do funcionamento do organismo

Entre os nutrientes relacionados a diferentes processos fisiológicos estão o triptofano, o magnésio e a vitamina B1, também conhecida como tiamina.

O triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo organismo na produção de serotonina, neurotransmissor que participa de funções do sistema nervoso. O magnésio atua em processos fisiológicos, inclusive os relacionados à atividade neuromuscular. Já a vitamina B1 participa do metabolismo energético e do funcionamento do sistema nervoso.

A oferta desses nutrientes, entretanto, não substitui os cuidados com o ambiente e o manejo. A necessidade de suplementação deve ser avaliada conforme as condições de cada animal, preferencialmente com orientação de um médico-veterinário.

O acompanhamento profissional também é importante quando as mudanças de comportamento persistem ou aparecem acompanhadas de alterações na alimentação, no descanso ou na condição física. A avaliação ajuda a investigar possíveis causas e a definir os cuidados necessários.

Fonte: Vetnil®