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A produção brasileira de trigo está estimada em 5,9 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 24% em relação ao ano passado. O levantamento de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também aponta redução de 6,2% na comparação com agosto, em um cenário de diminuição da área cultivada e da produtividade.

A área destinada à colheita do cereal recuou 20,9% em relação a 2025. Segundo a análise do IBGE, a redução dos investimentos está relacionada à baixa rentabilidade da cultura e às perdas provocadas por problemas climáticos recorrentes na Região Sul, que deve concentrar 80,7% da produção nacional.

O Rio Grande do Sul, principal produtor brasileiro, tem estimativa de 2,4 milhões de toneladas, com redução tanto da área quanto do rendimento médio. No Paraná, a projeção é de 2,1 milhões de toneladas, também com quedas nesses dois indicadores.

Na Região Sudeste, a produção foi estimada em 878,4 mil toneladas. Em São Paulo, a estimativa mensal recuou 15,7%.

O trigo é uma das principais matérias-primas da indústria de farinha e de produtos como pães, massas e biscoitos. A redução da produção nacional pode aumentar a necessidade de avaliar outras fontes de abastecimento, mas os efeitos sobre importações e preços dependem também da demanda, dos estoques e das condições do mercado internacional.

Os dados integram a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE. Como se trata de uma projeção, o volume final da safra poderá variar.