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A produção brasileira de milho deve alcançar 143,3 milhões de toneladas em 2026, segundo a estimativa de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento de 1,1% em relação à safra de 2025 e estabelece um novo recorde na série histórica do instituto.

Na comparação com agosto, a estimativa total apresentou estabilidade. Enquanto a produção da primeira safra teve redução de 2.183 toneladas, a segunda safra registrou aumento de 1,5 milhão de toneladas, equivalente a 1,4%.

A área destinada à colheita do cereal cresceu 2,5% em relação ao ano anterior. O avanço foi de 8,0% na primeira safra e de 1,1% na segunda. Mesmo com o aumento da área, o desempenho da produção variou entre as regiões produtoras, influenciado pelas condições climáticas ao longo do ciclo.

A primeira safra deve responder por 29,7 milhões de toneladas, alta de 15,5% em relação a 2025. O resultado é atribuído ao crescimento da área colhida e da produtividade, com destaque para a recuperação de estados da Região Sul após as perdas provocadas pela falta de chuvas na safra anterior.

Já a segunda safra tem produção estimada em 113,6 milhões de toneladas, queda de 2,0% na comparação anual. Apesar da revisão positiva em setembro, o rendimento médio menor ao longo do ciclo contribuiu para a redução do volume esperado em relação ao ano passado.

Goiás está entre os estados afetados pelas condições climáticas desfavoráveis. A estimativa da produção goiana de milho apresentou queda de 28,7% em relação a 2025, em um cenário de restrição de chuvas que prejudicou o desenvolvimento das lavouras.

Em contrapartida, Mato Grosso, principal produtor nacional, registrou aumento na estimativa da segunda safra. O desempenho do estado contribuiu para a revisão positiva do volume nacional em setembro, embora não tenha sido suficiente para reverter a queda anual projetada para a segunda safra.

Na Região Nordeste, a estimativa da segunda safra apresentou crescimento de 15,0%. A Bahia se destacou com aumento de 68,1% na produção, resultado associado à expansão da área colhida e ao ganho de produtividade.

Nem todos os estados nordestinos tiveram revisões positivas. Na comparação mensal, a produção estimada caiu 1,7% em Sergipe e 11,9% em Pernambuco, segundo o levantamento do IBGE.

A diferença entre as duas safras ajuda a explicar o resultado nacional: a primeira apresenta recuperação expressiva em relação a 2025, enquanto a segunda registra retração anual, apesar do avanço na estimativa mensal. Com isso, o Brasil deve colher 143,3 milhões de toneladas de milho em 2026, volume 1,1% superior ao do ano anterior.

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