Foto: Júlio Huber

O café produzido por cooperados capixabas já chegou a 17 países em 2026 por meio das exportações da Nater Coop. Até setembro, a cooperativa havia comercializado o grão no mercado internacional, ampliando o alcance da produção rural do Espírito Santo, onde o café e seus derivados responderam por 55,7% das exportações do agronegócio em 2025, com US$ 1,79 bilhão movimentado.

Os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) mostram a importância do produto para o comércio exterior capixaba. No ano passado, o agronegócio estadual exportou US$ 3,21 bilhões para 133 países, o equivalente a 30,7% de todas as exportações do Espírito Santo.

A força do café também se reflete na produção rural. A atividade está presente em 69,7% das propriedades agrícolas do estado e gera mais de 400 mil empregos diretos e indiretos. Segundo dados do Governo do Estado, a cafeicultura representa mais da metade do Valor Bruto da Produção Agropecuária capixaba.

Em 2025, o Espírito Santo exportou aproximadamente 5,4 milhões de sacas de café cru em grãos, que renderam US$ 1,57 bilhão. O estado é o segundo maior produtor de café do Brasil e lidera a produção nacional de conilon.

Da lavoura ao mercado internacional

Com mais de 25 mil cooperados no Espírito Santo e em Minas Gerais, a Nater Coop atua em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a orientação aos cafeicultores até a comercialização do grão. A cooperativa compra, beneficia, padroniza e vende cafés conilon e arábica, utilizando uma estrutura com seis armazéns e dez pontos de compra.

A assistência técnica é parte desse processo. Cerca de 100 profissionais orientam os produtores sobre práticas como adubação, correção do solo, uso responsável de defensivos e irrigação. O objetivo é contribuir para a qualidade da produção e para o atendimento às exigências dos mercados compradores.

A estrutura da cooperativa também inclui 42 lojas agropecuárias, sendo 34 no Espírito Santo e oito em Minas Gerais. Em Santa Maria de Jetibá, a instituição inaugurou uma assistência técnica autorizada para drones agrícolas, voltada à utilização de tecnologias de precisão nas propriedades rurais.

“Nosso papel é fazer o café do cooperado chegar ao mundo com qualidade e valor justo. Esse trabalho começa na lavoura, com orientação técnica e boas práticas, passa pelo recebimento, pela preparação e pela comercialização e chega à exportação”, afirma Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

Segundo o executivo, a abertura de novos mercados amplia as possibilidades de comercialização para os produtores. Ele também relaciona a sustentabilidade à manutenção da produtividade, à preservação dos recursos naturais e à geração de renda para as famílias que vivem no campo.

De acordo com a cooperativa, cerca de 30% do volume de café comercializado é destinado à exportação. Ao longo de sua trajetória, a Nater Coop já levou seus produtos a mais de 40 países.

Dia Internacional do Café destaca importância do setor

Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional do Café chama a atenção para a importância econômica, social e ambiental da cadeia produtiva. A comemoração oficial foi estabelecida em 2015, por iniciativa da Organização Internacional do Café (OIC), após decisão dos países integrantes da entidade no ano anterior.

Em março de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas também designou 1º de outubro como Dia Internacional do Café, por meio da Resolução A/RES/80/248. O documento reconhece a contribuição da atividade para os meios de subsistência e para o desenvolvimento sustentável.

No Espírito Santo, a data destaca uma cadeia que conecta propriedades rurais, cooperativas, trabalhadores, empresas exportadoras e consumidores de diferentes países. Para os produtores, o acesso ao mercado internacional representa uma possibilidade de ampliar os canais de venda e alcançar compradores além das fronteiras brasileiras.

Com 62 anos de história, a Nater Coop tem sede em Santa Maria de Jetibá e reúne mais de 25 mil cooperados e cerca de 1.240 colaboradores. Além do café e das especiarias, atua nos segmentos de lojas agropecuárias, nutrição animal, ovos, laticínios e postos de combustíveis. Entre suas marcas estão Veneza, Pronova, Liva e Rações Coope.