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A produção brasileira de sorgo está estimada em 6 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 11% em relação ao ano passado. Os dados de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também apontam aumento de 2,6% na comparação com agosto. A cultura apresenta avanço tanto no volume estimado quanto na área destinada à colheita.

A área colhida deve crescer 26,9% em relação a 2025. A expansão indica que o sorgo ocupa uma área maior no planejamento agrícola brasileiro, embora a ampliação do cultivo não ocorra de maneira uniforme entre os estados. As condições de produção e o desempenho regional influenciam a contribuição de cada unidade da Federação para o resultado nacional.

Goiás permanece como maior produtor brasileiro, com estimativa de 1,7 milhão de toneladas, equivalente a 28,5% da produção nacional. O estado mantém participação expressiva no cultivo do cereal e aparece entre os destaques do levantamento, ao lado de outros produtores do Centro-Oeste e do Norte.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua participação no resultado brasileiro. Segundo os dados apresentados pelo IBGE, o estado passou de 9,9% da produção nacional em 2025 para 16% em 2026. A mudança representa uma presença maior da cultura no volume total estimado para o país.

Na comparação mensal, a revisão positiva foi influenciada pelo desempenho de estados como Pará, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. No Sudeste, por outro lado, a produção apresentou leve retração, associada à redução da área colhida. Os resultados mostram que a expansão nacional reúne comportamentos diferentes entre as regiões produtoras.

O sorgo é utilizado principalmente na alimentação animal e pode integrar formulações de rações, conforme as características do grão e as necessidades de cada sistema produtivo. A cultura também é considerada uma alternativa para diversificar o planejamento agrícola, mas sua viabilidade depende das condições de cada propriedade, dos custos de produção e das oportunidades de comercialização.

A ampliação da área cultivada não significa, por si só, que o sorgo esteja substituindo outras culturas. A decisão de plantio depende de fatores como calendário agrícola, disponibilidade de equipamentos, condições do solo, clima e retorno econômico esperado. O levantamento registra o aumento da área e da produção, mas não aponta uma única causa para a expansão.

O desempenho da cultura também precisa ser analisado junto à produtividade. Quando o volume produzido cresce em ritmo diferente da área colhida, o resultado pode refletir mudanças no rendimento médio das lavouras. Por isso, acompanhar os dois indicadores ajuda a compreender melhor a evolução da safra.

Para os setores que utilizam o cereal, a disponibilidade de matéria-prima é um dos elementos considerados no planejamento de compras e na formulação de rações. Entretanto, os preços dependem também da demanda, dos custos logísticos e da oferta de outros ingredientes utilizados na alimentação animal.

A estimativa de 6 milhões de toneladas integra o levantamento de setembro do IBGE e ainda pode passar por revisões. O resultado aponta crescimento anual da produção e expansão da área colhida, com Goiás na liderança e aumento da participação de Mato Grosso do Sul.

Fonte: IBGE