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A oferta de energia produzida a partir da biomassa do agronegócio brasileiro cresceu 16% entre 2022 e 2025, alcançando 97,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). Apesar do avanço, a participação do setor na oferta total de energia do país permaneceu em 29% entre 2023 e 2025, indicando que a expansão da bioenergia acompanhou o crescimento da demanda energética nacional.

Os dados são da nova edição do estudo Oferta de Energia Renovável pelo Agronegócio, elaborado pela FGV Bioeconomia. O levantamento considera diferentes fontes de energia provenientes do setor, incluindo combustíveis líquidos, gases e biomassa sólida utilizada na geração de energia.

O crescimento registrado no período superou o de outras fontes energéticas. Enquanto a oferta de bioenergia do agronegócio avançou 16%, as fontes não renováveis tiveram aumento de 3,7%, e as demais fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica e solar, cresceram 11,7%.

Mesmo com o avanço, a participação da bioenergia do agronegócio na matriz energética nacional passou de 27% em 2022 para 29% em 2023, permanecendo nesse patamar até 2025.

Etanol, biodiesel e indústria impulsionam oferta

Entre os fatores que contribuíram para o crescimento estão a expansão da produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e, principalmente, do milho. O processamento industrial também ampliou a geração de lixívia, conhecida como licor negro, um coproduto da fabricação de papel e celulose utilizado na produção de energia.

Outro destaque foi o avanço dos óleos vegetais, impulsionado pelo crescimento do mercado de biodiesel. A ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel favoreceu a demanda por matérias-primas utilizadas na produção.

A biomassa do agronegócio reúne diferentes recursos que podem ser transformados em energia, incluindo resíduos e subprodutos agrícolas e industriais. Além de abastecer o setor elétrico, essas fontes podem ser utilizadas nos transportes e em atividades industriais.

Em volume, a energia proveniente da biomassa do agronegócio ocupa a segunda posição entre as fontes energéticas brasileiras, atrás apenas das fontes não renováveis. Em 2025, estas últimas totalizaram 165,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, segundo o levantamento.

Fonte: FGV