Uso da energia fotovoltaica cresce nas propriedades rurais em meio a pandemia

Nesta fazenda, em Santa Catarina, foram instalados painéis sobre o espaço onde ficam as vacas de leite da propriedade

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus impactou diversos setores da economia. Porém, uma das atividades econômicas que não parou foi a agropecuária, afinal, é preciso produzir para alimentar a população. Entretanto, em momentos como este, cortar custos é fundamental para manter a rentabilidade. Um dos caminhos encontrados pelos produtores rurais é o uso da energia solar. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o investimento em geração distribuída solar fotovoltaica nas propriedades rurais já passa de R$1,2 bilhão no Brasil. 

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Para facilitar o acesso dos produtores rurais, incluindo os de agricultura familiar, existem várias linhas de financiamento. “As oportunidades de financiamento para energia fotovoltaica nos últimos tempos só cresceram, portanto, é possível encontrar uma linha que seja adequada”, pondera Alcione Belache, CEO da Renovigi – uma das principais fabricantes de sistemas solares do país. 

Alcione reforça que existe uma procura cada vez maior  dos produtores em instalar sistemas solares. “As despesas com energia cresceram muito, e tem se apresentado como um dos custos fixos mensais mais altos nas propriedades, muito em função da automação do campo. Mas também por questão de ser cada vez mais sustentável, que é uma das premissas do agricultor brasileiro”, explica

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O uso da energia fotovoltaica no campo é muito variado, podendo ser utilizado no bombeamento e irrigação da água, na refrigeração de carnes, na produção de leite, na regulação de temperatura para a produção de aves e frangos, entre outras muitas necessidades. 

Felix Muraro apostou na tecnologia em sua propriedade.  Há dois anos ele instalou em sua área um sistema de energia renovável na propriedade da família em Chapecó (SC). 

Na fazenda de 100 hectares dedicada a produção de leite foram investidos cerca de R$120 mil reais em um sistema de 42 quilowatts (kW) de potência. Muraro também produz milho no verão, que utiliza como silagem para as 90 vacas em lactação. 

“Um dos nossos maiores custos é a energia elétrica. Aqui na fazenda fizemos três ordenhas diárias, o que antes da instalação nos dava um custo fixo mensal de mais de R$ 2 mil reais mensais. Hoje, pagamos menos de R$300,00 reais, o que nos possibilitou investir em outras melhorias”, comemora Felix. 

Atualmente cerca de 8,7% da potência instalada na geração distribuída a partir do sol, no Brasil, está no campo. “Outro fator de grande relevância é que estamos passando por períodos de seca, e segundo os meteorologistas esse período pode perdurar mais um tempo. O que significa que poderemos ter um aumento na conta de luz, já que a maioria da matriz energética do Brasil é de usinas hidrelétricas e é diretamente ligada ao volume de chuvas. Aquele produtor que já está usando a energia solar, sabe que a produção de energia que vem do sol nunca vai parar”, finaliza Alcione.

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