INPI reconhece São Mateus como IG para pimenta-rosa

Foto: Divulgação Incaper

Foi publicado hoje (18), o reconhecimento de Indicação Geográfica, na espécie Indicação de Procedência, para o município de São Mateus, no Espírito Santo, como centro produtor de pimenta-rosa.

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Com essa concessão, o INPI chega a 112 Indicações Geográficas, sendo 79 Indicações de Procedência (todas nacionais) e 33 Denominações de Origem (24 nacionais e 9 estrangeiras).

De acordo com a documentação enviada ao INPI pela Associação dos Produtores de Aroeira do Espírito Santo (NATIVA), o estado é o maior produtor brasileiro de pimenta-rosa, onde ela é explorada em praticamente todos os municípios litorâneos.

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A produção é voltada principalmente para exportação, sendo consumida em mercados como os da Europa, Ásia e Estados Unidos. Devido à valorização no exterior, a pimenta-rosa passou a figurar como um dos principais produtos na pauta de exportação capixaba.

No estado, o município de São Mateus se destaca na produção de pimenta-rosa, sendo grande polo de produção e processamento, líder nas técnicas de manejo da espécie e considerado o maior produtor e exportador mundial desde 2012, além de ser reconhecido, em 2020, como capital estadual das especiarias, de acordo com a documentação enviada pela NATIVA. Em 2016, por exemplo, a produção capixaba chegou a cerca de 300 toneladas por ano, sendo 200 colhidas apenas em São Mateus.

O cultivo teve início há cerca de 20 anos, como complementação de renda das pessoas que viviam da pesca e da cata do caranguejo, tendo grande sucesso produtivo. Esse êxito se deve às condições da região litorânea onde se localiza o município, com solo bem drenado e arenoso, bem como às características da produção que favorecem seu desenvolvimento, tendo custo relativamente baixo.

Deve-se destacar ainda a qualidade do produto, que influencia diretamente na notoriedade de São Mateus. De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER), a pimenta-rosa da cidade possui qualidade superior e menor toxicidade que a especiaria produzida em outras regiões.

Fonte: INPI

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