O Brasil é um país “realista esperançoso”, como dizia Ariano Suassuna, o paraibano.

Imagem criada por IA / Freepik

José Luiz Tejon

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Nós três grandes eventos do agro, semana passada em São Paulo, a boa esperança se fez presente. O Congresso Brasileiro do Agronegócio da ABAG teve a presença de autoridades, dentre elas Carlos Augustin, representando o ministro da Agricultura, Pecuário e Abastecimento, Carlos Fávaro, e os governadores Tarcísio Freitas de São Paulo e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Leite disse: “O agronegócio gaúcho é bastante conhecido pela força, pela resiliência, e eu não duvido que ele vai superar esse momento. É importante mencionar que não é apenas o que nós tivemos de impacto dessas chuvas intensas, com inundações e alagamentos. Nós tivemos em anos anteriores também e recorrentes episódios de estiagem em que afetaram a nossa produtividade. Então nós precisamos de muito apoio e estamos buscando junto ao Governo Federal. Infelizmente até aqui não se expressou um programa para essa reorganização dos financiamentos dos produtores e estamos clamando para que isso se apresente de uma maneira profunda. O programa de refinanciamento das dívidas dos produtores agrícolas no estado do Rio Grande do Sul”.

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Fechando a semana tivemos ainda em São Paulo o Salão Internacional da Proteína Animal (SIAVS), no Anhembi, que na sua abertura teve o ministro Carlos Fávaro e os ex-ministros Francisco Turra, Tereza Cristina, Roberto Rodrigues, onde Ricardo Santin, presidente da ABPA acentuou estarmos com grandes oportunidades no mercado mundial para a proteína animal brasileira e disse: “doravante é biosanidade, a palavra que rege o setor”.

E no Congresso da Associação Nacional da Distribuição de Insumos Veterinários e Agrícolas, o presidente da ANDAV, Paulo Tiburcio, enfatizou a bioeconomia brasileira e o papel da distribuição de tecnologia.

Então uma semana de megaeventos em São Paulo, e com as mais altas autoridades do país que a visão do líder cooperativista Dilvo Groli, presidente da Coopavel, se realize: “em 2025 uma super safra com 330 milhões toneladas”. O Brasil precisa!

E o Brasil é muito maior do que qualquer pessimismo reinante. Um país realista esperançoso, como dizia Ariano Suassuna, o paraibano.

*José Luiz Tejon é doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, jornalista e publicitário, com especializações em Harvard, MIT e PACE/USA e Insead na França. Colunista da Rádio Eldorado e Estadão On-line, autor e coautor de 35 livros. Coordenador acadêmico de Master Science Food & Agribusiness Management pela Audencia em Nantes/França e FECAP/Brasil. Sócio Diretor da Biomarketing e da TCA International. Profissional Head Agro Anefac. Prêmio Personalidade Agro ABAG 2023. Ex-diretor do Grupo Estadão, da Agroceres e da Jacto S/A.

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