Abertas as inscrições para o Coffee of the Year 2020

Luiz Claudio de Souza e Willians Valério foram os grandes campeões em 2019

Começam nesta terça-feira (25) as inscrições para o Coffee of the Year 2020 – concurso criado em 2012 como objetivo reunir os melhores cafés do Brasil e eleger os grandes destaques do ano, incentivando assim o desenvolvimento e aprimoramento da produção nacional e a divulgação de novas origens do café.

O concurso conta com duas fases. A primeira consiste em receber as amostras de produtores de todo o Brasil que são torradas e provadas por profissionais Q-Graders e R-Graders licenciados pelo CQI (Coffee Quality Institute). Na segunda fase, as melhores amostras participam da Semana Internacional do Café e são provadas por compradores nacionais e internacionais.

Destas amostras, as 21 melhores classificadas vão para a final do concurso (10 amostras de arábica, 5 de canéfora, 3 de fermentação induzida arábica e 3 de fermentação induzida canéfora). A revelação e premiação da amostra mais pontuada e votada acontece no dia 20 de novembro. O concurso é voltado para produtores de todas as regiões do Brasil.

Em 2020, devido ao atual cenário mundial, o Coffee of The Year precisou se adaptar para ser realizado de forma digital. Dentre as mudanças, a alteração no peso das notas dos provadores e do público para se adequar ao evento digital (ver regulamento resumido), necessidade de 5 kg de café cru de amostra e criação das categorias adicionais: Fermentação Induzida Arábica e Fermentação Induzida Canéfora.

Serão aceitos cafés que no pós-colheita são levados aos processos:

  • Via seca (fruto seco com todas as suas partes constituintes, resultando nos cafés em coco/café natural);
  • Via úmida (cafés secos após a retirada da casca do fruto, podendo ainda, haver ou não, a retirada da mucilagem por fermentação natural ou com uso de desmuciladores mecânicos);
  • Fermentações induzidas ou controladas, onde os frutos – na sua forma natural ou descascados ou desmucilados ou despolpados – são induzidos de forma deliberada no intuito de promover fermentações (igual ou superiores a 10 horas contínuas ou intermitentes) aeróbicas ou anaeróbicas, com ou sem adição de componentes exógenos.
  • A amostra de café verde inscrita deverá ser da safra corrente (2020/2021), da espécie Coffea arabica ou Coffea canephora.
  • Para a Categoria cafés arábica os lotes deverão ser de tipo 02 para melhor (com no máximo 04 defeitos) de acordo com a tabela da Classificação Oficial Brasileira (normativa N°08 de 11 de junho de 2003) e com pontuação mínima de 80 pontos (tabela SCA), peneira 16 acima vazamento máximo de 5%; Cafés abaixo de 80 pontos serão desclassificados.
  • Para cafés arábica/canéfora do tipo Moka , o lote deverá ser sem defeito e não tem mínimo de peneira. É preciso identificar que se trata de Moka – o café irá participar da prova da categoria arábica ou canéfora ou fermentação induzida;
  • Para a Categoria cafés canéfora os lotes deverão ser do tipo 6 COB (Classificação Oficial Brasileira), peneira 14 e acima, nota mínima de 70 pontos pelo protocolo CQI para robustas finos (R-Grader).

Para mais informações: https://semanainternacionaldocafe.com.br

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