Agricultores precisam de R$ 2 bilhões para proteção contra eventos climáticos

Foto: Ricardo Stuckert-PR

As tempestades que já deixaram 148 mortos (até esta terça-feira, 14) e praticamente inviabilizaram as atividades agrícola e pecuária no Rio Grande do Sul indicam a necessidade de expansão significativa de instrumentos de proteção ao risco para produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos, cada vez mais comuns no Brasil e nos demais países.

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Diante da escalada de perdas, o governo federal precisa destinar pelo menos R$ 2 bilhões neste ano para financiar o Prêmio de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), defende a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne mais de 380 entidades, entre organizações da sociedade civil e do setor privado.

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No ano passado, depois de cortes, o orçamento do PSR ficou em R$ 933 milhões. O montante pleiteado pela Coalizão agora é, portanto, 114% maior do que o de 2023. Essa e outras propostas já foram entregues ao governo federal no início deste ano.

O PSR, uma rubrica já prevista no orçamento da União, não exclui todos os auxílios emergenciais que o governo libera a áreas atingidas por tragédias climáticas, como a que ocorre atualmente no Rio Grande do Sul.

“A agricultura vem sofrendo perdas cada vez mais frequentes nos últimos anos devido à instabilidade climática e à sequência de eventos extremos. Hoje temos um mercado de seguros ainda em desenvolvimento, que precisa ganhar escala, e 80% do PSR é direcionado aos grandes produtores e às culturas de soja, milho e trigo. Mesmo o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é de difícil acesso para muitos produtores pequenos”, assinala Priscila Souza, colíder da Força-Tarefa de Finanças Verdes da Coalizão Brasil.

De acordo com Priscila, é essencial que o país invista em tecnologias e práticas agrícolas de baixa emissão de carbono e resiliência climática, em um processo que deve priorizar pequenos e médios produtores rurais, dado o seu potencial de contribuições para a conservação ambiental e sua vulnerabilidade diante de eventos climáticos extremos.

No caso do Rio Grande do Sul, as enchentes provocaram os maiores danos às produções de soja, arroz e feijão de segunda safra, de acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, a Emater-RS. Também foram registradas perdas significativas nas pastagens, como um número de mortes de animais ainda incalculável e interrupção da produção leiteira.

“A alta de preço dos alimentos pode se agravar nos próximos anos devido ao aumento dos eventos climáticos extremos como estiagens, inundações e geadas, que provocam quebras de safra”, alerta Priscila.

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento composto por mais de 380 organizações, entre entidades do agronegócio, empresas, organizações da sociedade civil, setor financeiro e academia. A rede atua por meio de debates, análises de políticas públicas, articulação entre diferentes setores e promoção de iniciativas que contribuam para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Fonte: Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

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