Banana está entre as culturas mais cultivadas no Espírito Santo

Foto: Seag

Nem só de café vive a economia do Espírito Santo. A fruticultura é a terceira atividade da agropecuária capixaba com maior importância econômica, representando 11,07% do Valor Bruto da Produção Agropecuária, perdendo apenas para a cafeicultura (50,94%) e a produção animal (19,23%).

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Entre as variedades de cultivo de frutas, podemos citar a banana, que tem o seu Dia Mundial, que foi celebrado na última sexta-feira (22). A data foi estabelecida para promover a conscientização sobre a importância da banana como alimento, bem como para destacar o papel da fruta na nutrição, saúde, economia e comércio global. No Espírito Santo, esse destaque não é diferente. A produção de banana é uma importante atividade econômica e social no Estado, gerando emprego e renda em 75 municípios produtores.

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A história da banana no Brasil remonta ao período colonial, quando a fruta foi introduzida no país pelos colonizadores europeus. No Espírito Santo, a história da banana também começou durante o período colonial pelos portugueses, que trouxeram mudas e sementes da fruta. Ao longo dos anos, o cultivo da banana expandiu-se pelo Estado, tornando-se uma das culturas agrícolas mais importantes e amplamente cultivadas, presente em 14.256 estabelecimentos agropecuários, dos quais 79% são de base familiar.

De acordo com os dados apresentados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria de Estado da Agricultura (GDN/Seag), em 2022, a área ocupada com banana foi de 28.595 hectares, um aumento de 33,93% em relação ao ano de 2012, e a produção aumentou 65,29%, saindo de 241.997 toneladas em 2012 para 399.989 em 2022. A produtividade média também aumentou 23,41% nesse período, saindo de 11,3 toneladas por hectare em 2012 para 13,9 toneladas por hectare em 2022.

“A produção de banana tem contribuído significativamente para a economia do Espírito Santo, gerando empregos e impulsionando o setor agrícola regional. O valor da produção de banana em 2022 foi de R$ 686 milhões, que representou 2,83% de todo o Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado”, comentou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Em solo capixaba, a banana encontrou condições climáticas favoráveis, especialmente em regiões tropicais e subtropicais do Estado, que são adequadas para o cultivo da fruta, principalmente para as variedades banana-prata e banana-nanica, que são amplamente apreciadas e se adaptaram bem ao clima local.

Segundo o coordenador e extensionista do Incaper, Alciro Lamão Lazzarini, o Estado tem três grupos de banana cultivadas: banana-prata, banana-da-terra e Cavendish (banana-nanica). “Dentro de cada grupo temos vários cultivares, mais de 10 espécies são cultivadas no Estado. Temos um polo sustentável com muitas variedades, o que fortalece o cultivo das espécies, dando sustentabilidade a esse polo”, pontuou Lazzarini.

Cerca de 75 municípios produziram banana em 2022. O município de Alfredo Chaves lidera essa lista com 44.800 toneladas (11,2%), seguido por Itaguaçu, com 36.070 toneladas (9,0%); Linhares, com 35.296 toneladas (8,8%); Iconha, com 34.320 toneladas (8,6%); e Laranja da Terra, com 27.000 (6,7%). Os outros 70 municípios produziram banana em menor escala.

Roberto Stefanon, produtor rural do município de Alfredo Chaves, é a terceira geração da família engajada no cultivo da cultura. “Eu tinha 2 anos quando meu pai realizou o primeiro plantio com 600 pés (mudas) e continua até hoje. De lá para cá são 53 primaveras e a cultura de banana representa uma renda importante para nós. Agora, com a orientação do Incaper, trabalhamos na propriedade uma variedade chamada gurutuba (nome popular) que está deixando uma expectativa boa, pois está produzindo muito bem”, pontuou. 

Ainda pela região, encontramos a propriedade do Sr. Darli Ardizzon. Lá, a cultura da banana representa a história de uma vida. “São mais de 50 anos de produção de onde tiramos o sustento de toda a nossa família”, comentou o produtor rural.

O Espírito Santo também comercializa banana no exterior. Em 2022, foram exportadas 1.464,8 toneladas, que geraram US$ 729.588 em valor para o Estado. A banana capixaba chega em mais de 30 países, sendo a Argentina e o Uruguai os principais consumidores, com 55% e 44% das importações, respectivamente. Já nos primeiros 8 meses de 2023, o Estado exportou 532,6 toneladas, gerando divisas de US$ 290.690 dólares.

Atualmente, o Brasil é o 4º maior produtor de banana do mundo, com aproximadamente 5,44% da produção mundial, atrás apenas de Índia (26,38%), China (9,62%) e Indonésia (6,98%), de acordo com dados da FAO (Food and Agriculture Organization of the Unide Nations). Em 2022, o Brasil produziu 6.854.222 toneladas da fruta, sendo o Espírito Santo o 8º maior Estado produtor, com 5,84% da produção nacional.

Fonte: Seag

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