Cafés de Minas Gerais dominam a lista dos finalistas do Cup of Excelelence

Um dos principais concursos de qualidade de café do Brasil anunciou a lista dos finalistas. Dos 150 cafés finalistas da fase nacional do Cup of Excellence 2023, 128 são de Minas Gerais. O segundo Estado com mais cafés selecionados é a Bahia, com 12 amostras. Do Espírito Santo, seis cafeicultores tiveram suas amostras selecionadas. São Paulo com quatro amostras e Goiás dois cafés entre os melhores fecham a lista dos 150 melhores cafés do Brasil. Clique aqui e veja a lista dos finalistas.

O torneio é realizado no país pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

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Desde a sua idealização, em 1999, passando pela primeira edição, em 2001, até o certame atual, a competição sempre teve como foco os produtores, suas histórias e a forma sustentável que cultivam seus cafés de qualidade. Assim, o Cup of Excellence exerce um papel de ferramenta que permite o conhecimento, o reconhecimento e a promoção dos cafés do Brasil.

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“Como verdadeira vitrine internacional, o concurso traz os principais provadores e compradores globais para conhecerem nossos cafés e permite um intercâmbio entre eles e os produtores brasileiros, que passam a conhecer o que cada mercado consumidor valoriza no mundo. Assim, passamos a qualificar nossa produção e, com a diversidade de regiões produtoras, conseguimos diferentes tipos de café, que nos capacitam para abastecer toda a diversidade de sabores internacionais, o que transformou o Brasil no principal provedor de cafés especiais do mundo”, analisa Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.

Na edição de 2023, os 150 cafeicultores se classificaram para a Fase Nacional em três categorias distintas: “Via Seca”, “Via Úmida” e a inédita “Experimental”. Cada uma delas conta com 50 cafés nessa segunda etapa da competição. A lista completa está disponível no site da BSCA.

“Uma importante característica do Cup of Excellence, além da valorização de tradicionais origens produtoras, é o descobrimento de novas, o que vem sendo uma constante ao longo dos anos, como podemos observar com o resultado atual. Produtores de regiões que antes eram ‘normais’, passavam despercebidas, hoje são reconhecidas por seus potenciais cafés, seus perfis exclusivos, abrindo uma janela de oportunidades a seus cafeicultores, que passam a viver novos elos de amizade, comerciais e de valorização de seus produtos. Na próxima fase, temos cafés de 13 diferentes regiões, por exemplo”, revela.

As amostras de cafés classificadas para a Fase Nacional voltarão a ser avaliadas, entre os dias 16 e 20 de outubro. Os cafés selecionados serão aqueles que obtiverem nota média de 86 pontos ou mais, que seguirão para a fase final do concurso, quando o Júri Internacional, composto por 20 juízes de todo o mundo, definirá os 10 vencedores de cada uma das três categorias, que serão as amostras que alcançarem 87 pontos acima.

O diretor executivo da BSCA reforça que a edição deste ano traz como novidade a inclusão da categoria “Experimental”. Ela é destinada aos cafés que passaram por um processo de fermentação induzida, com ou sem adição de leveduras comerciais. Além disso, também estão mantidas as tradicionais “Via Seca”, voltada aos cafés colhidos e secos com casca, e “Via Úmida”, que envolve os cafés cereja descascado, despolpado ou desmucilado.

“Somos o primeiro país a criar uma categoria específica para os grãos fermentados, projeto-piloto que será observado mundialmente e posteriormente adotado no Cup of Excellence das outras 14 nações que realizam a competição no mundo. Essa iniciativa se deu graças ao pioneirismo do Brasil, que possui grande número de regiões produtoras, que são dotadas de muitas nuances e de diversidades nas formas de cultivo dos cafés no país”, destaca Estrela.

VALORIZAÇÃO – Os 30 lotes vencedores do Cup of Excellence serão comercializados em disputado leilão mundial, via internet, ao preço de abertura de US$ 6,50 por libra-peso cada lote, o que equivale a cerca de R$ 4.200 por saca de 60 kg (considerando a cotação do dólar a R$ 4,880). A competição também terá os cafés eleitos como “vencedores nacionais”, que serão as amostras classificadas para a Fase Internacional que voltarem a receber nota igual ou maior que 86 pontos, mas que ficarem abaixo dos 30 primeiros colocados. Esses lotes também ficarão disponíveis para compra em plataforma on-line, pela cotação inicial de US$ 5,00 por libra-peso, ou aproximadamente R$ 3.230 por saca.

Fonte: BSCA

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