Cerca de 150 lavouras de mamão são inspecionadas no combate a doenças

Mantendo o trabalho intensivo de fiscalização das lavouras de mamão no norte do Estado, de modo a minimizar os prejuízos decorrentes de viroses que atingem essa cultura, como o mosaico e a meleira, lavouras de 11 municípios foram inspecionados por técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

Até o momento, em torno de 150 lavouras foram inspecionadas, nos municípios de Boa Esperança, Montanha, Pedro Canário, Pinheiros, São Mateus, Linhares, Aracruz, Sooretama, Itarana, Itaguaçu e Mucurici. De acordo com o diretor-presidente do Idaf, Mário Louzada, a fiscalização das lavouras é uma ação rotineira do órgão, porém, as ações são intensificadas nesta época do ano, em que a incidência das doenças é acentuada.

“Foram disponibilizados 16 engenheiros-agrônomos para garantir uma fiscalização massiva na região produtora de mamão. Em um mês, foi vistoriada uma área de cerca de 1.700 hectares, o que equivale a aproximadamente 26% da área plantada no Estado. Também é importante destacar o apoio da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), que tem sido fundamental na logística de envio de amostras para análise laboratorial e também na execução do corte seletivo, o roguing”, disse.

O gerente de Defesa Sanitária Vegetal do Idaf, Daniel Pombo de Abreu, informa que a operação continua. “Ainda há algumas propriedades a serem vistoriadas e manteremos essa fiscalização mais intensiva enquanto identificarmos a necessidade”, explicou.

Abreu explica ainda que muitas lavouras já foram erradicadas pelos produtores de maneira voluntária, quando identificados sintomas das doenças no momento da inspeção. Até o momento, foram realizadas 31 análises laboratoriais, com 12 resultados positivos. Novas amostras ainda serão enviadas nas próximas semanas.

“Aqueles que se recusaram a fazer o roguing, foram notificados. Com as análises moleculares que apresentaram resultados positivos, as equipes retornarão aos locais para viabilizar o corte compulsório, cabendo multa aos que não cumprirem às determinações. Este precisa ser um compromisso de todos. A cultura do mamão tem grande importância econômica em nosso Estado e a falta de monitoramento pode gerar graves prejuízos econômicos à cadeia produtiva”, alertou.

Texto: Francine Castro/Idaf

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