Chocolates artesanais de cacau capixaba conquistam turistas com apoio do Senar-ES

Foto: Freepik

O dia 26 de março é dedicado ao cacau, fruto que dá origem ao chocolate e carrega, em cada semente, a história de quem o cultiva. Em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, a Família Rosa encontrou no cacau uma nova forma de viver da terra — e transformar sonhos em sabor.

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A propriedade rural foi herdada por Duila Rosa e sua família. Ao perceberem que o solo úmido não era adequado para o cultivo de café, decidiram apostar em uma cultura diferente: o cacau. A escolha mudou o rumo da propriedade e deu origem à marca Cacau Maya, batizada em homenagem à filha Mayane.

Com o apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES), a produção se transformou. “O conhecimento que adquirimos com a ATeG fez toda a diferença. Hoje, estamos colhendo resultados maravilhosos. É uma alegria ver nossa lavoura prosperar”, conta Duila.

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A variedade de chocolates atrai visitantes à propriedade: ao leite, branco, com amendoim, cappuccino e sabores com café fazem parte do cardápio que encanta turistas e valoriza o terroir capixaba. Por trás do sucesso, está o trabalho técnico e contínuo oferecido pelo Senar-ES. Foi por meio do Sindicato Rural de Rio Bananal que a família conheceu a ATeG.

A técnica de campo Senária Silva acompanhou cada etapa da jornada. Segundo ela, os treinamentos oferecidos pelo Senar-ES foram essenciais para melhorar o manejo, a poda, a seleção dos frutos e o combate a pragas — tudo isso com foco na produção de um cacau de qualidade, ideal para a fabricação de chocolates finos.

O Espírito Santo está entre os maiores produtores de cacau do Brasil. Em 2023, o estado colheu mais de 12 mil toneladas, segundo o IBGE. Nesse cenário, o Senar-ES vem se consolidando como um aliado dos produtores com capacitações práticas e gratuitas, como os cursos de Colheita e Beneficiamento do Cacau, Enxertia, Poda e Condução da Lavoura, e a mais recente formação em Produção de Derivados do Cacau.

A ATeG é um serviço gratuito que acompanha o produtor durante dois anos com visitas mensais. A proposta vai além do campo: inclui gestão, planejamento e estratégias para ampliar a renda da família. O modelo é baseado em cinco pilares: diagnóstico produtivo, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional e avaliação dos resultados.

Hoje, a assistência técnica no Espírito Santo atende diversas cadeias produtivas, como cafeicultura, cacauicultura, bovinocultura de leite e corte, fruticultura, piscicultura, pipericultura, apicultura, olericultura, ovinocultura e agroindústria. Novas áreas estão sendo incorporadas conforme a demanda dos produtores.

Para ter acesso aos cursos e serviços, basta procurar o Sindicato Rural do seu município e fazer parte dessa rede que transforma vidas no campo, como a da Família Rosa — que hoje adoça o mundo com seu chocolate e sua história.

Fonte: Senar-ES

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