Clima favorece algodão no Cerrado e melhora perspectivas da safra 2025/2026
Foto: Freepik

O clima quente e com boa distribuição de chuvas no Cerrado vem criando um cenário favorável para o desenvolvimento do algodão na safra 2025/2026. Nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste e em áreas do Nordeste, a combinação de calor e umidade tem contribuído para o crescimento das plantas e para a formação das estruturas produtivas, trazendo expectativa positiva para a colheita, segundo avaliações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
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De acordo com especialistas do setor, as condições climáticas registradas até o momento garantem um bom estabelecimento das lavouras. Em Mato Grosso, por exemplo, a umidade do solo resultante das chuvas beneficiou tanto o plantio da segunda safra quanto o avanço do desenvolvimento vegetativo do algodão. Apesar de alguns episódios de precipitação acima do esperado, que causaram atrasos pontuais no plantio, o desempenho geral das áreas cultivadas segue dentro de padrões considerados satisfatórios. Situação semelhante é observada no Oeste da Bahia e no Cerrado do Piauí, onde a regularidade climática tem favorecido o potencial produtivo.
Segundo Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO — joint venture formada por Bunge e UPL —, o equilíbrio entre temperaturas elevadas e chuvas frequentes cria uma base importante para o desempenho da cultura. Ele ressalta que o algodão responde bem quando as condições climáticas permanecem estáveis, principalmente nas fases iniciais de crescimento e formação das maçãs, mas destaca a importância do acompanhamento técnico contínuo para manter o potencial produtivo alcançado até aqui.
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Mesmo com o cenário climático positivo, a Conab projeta redução na área plantada com algodão nesta temporada. A estimativa aponta retração de 3,2% em relação ao ciclo anterior, reflexo da decisão de parte dos produtores de optar pelo milho na segunda safra. A produtividade média prevista é de cerca de 1.884 quilos de pluma por hectare, índice ligeiramente inferior ao registrado no ano passado.
Em algumas regiões, o excesso ou a irregularidade das chuvas exige atenção redobrada. No Maranhão, houve aumento da pressão de pragas, principalmente pela migração de insetos de lavouras vizinhas de soja. Já no Tocantins, chuvas mal distribuídas no início de janeiro provocaram áreas de encharcamento e favoreceram o surgimento de doenças, cenário que apresentou melhora ao longo da segunda quinzena do mês.
A avaliação técnica reforça que, apesar das condições favoráveis, o monitoramento constante continua sendo decisivo para reduzir riscos e preservar o potencial produtivo da safra. A gestão adequada de pragas, doenças e manejo hídrico será determinante para consolidar os resultados esperados na colheita.
Fonte: Texto Comunicação
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