Desemprego no Brasil atinge menor nível histórico e renda do trabalhador rural registra maior alta do país
Foto: Eduardo Aigner / MDA

O mercado de trabalho brasileiro encerra 2025 com indicadores inéditos. A taxa de desemprego caiu para 5,2%, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012, enquanto a renda dos trabalhadores do campo apresentou o maior avanço entre todos os setores da economia.
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De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os rendimentos médios mensais reais dos trabalhadores da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura cresceram 7,3% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O aumento representa um ganho superior a R$ 157 no período, liderando o avanço entre os grupamentos de atividade econômica.
O bom desempenho do setor agropecuário contribuiu para que o rendimento real habitual médio de todos os trabalhos atingisse R$ 3.574, o maior valor já registrado. Na comparação trimestral, o crescimento foi de 1,8%, enquanto no acumulado de 12 meses a alta chegou a 4,5%. A massa de rendimento real habitual também alcançou patamar recorde, somando R$ 363,7 bilhões, com expansão de 2,5% no trimestre e 5,8% no ano.
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A PNAD Contínua aponta ainda que, no trimestre encerrado entre setembro e novembro, cerca de 5,644 milhões de brasileiros estavam em busca de uma ocupação. O número contrasta com o pico histórico observado no início de 2021, durante a pandemia, quando quase 15 milhões de pessoas se encontravam desocupadas.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, os resultados refletem a força do setor agropecuário na geração de emprego e renda, além do impacto das políticas públicas voltadas à retomada econômica. O avanço da renda no campo reforça o papel estratégico da agropecuária na sustentação do crescimento e na melhoria das condições de vida tanto nas áreas rurais quanto urbanas.
A íntegra da pesquisa está disponível no site do IBGE.
Fonte: Mapa
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