Desenvolvimento da heveicultura e silvicultura no Espírito Santo é tema de encontros

Foto: Julio Huber

As cadeias produtivas da heveicultura e da silvicultura foram os temas centrais de duas reuniões técnicas realizadas na última semana para a colaboração no Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4), que está sendo coordenado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).

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Durante as reuniões, os especialistas, produtores e representantes dos setores debateram os principais desafios e oportunidades de seus segmentos. O objetivo final foi propor ações para o desenvolvimento das duas cadeias produtivas para os próximos dez anos no Espírito Santo.

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A heveicultura, que consiste no cultivo da seringueira para a extração do látex, é uma cultura presente no Espírito Santo desde o início da década de 1960. Atualmente, o Estado é o s 6º maior produtor do Brasil, sendo responsável por 4% da produção nacional. A atuação na silvicultura também é forte, já que o Espírito Santo é um dos maiores polos nacionais de florestas plantadas.

“A heveicultura e a silvicultura têm grande destaque no Espírito Santo. Portanto, é fundamental avançar no desenvolvimento dessas cadeias produtivas com inovação tecnológica e sustentabilidade. Este é o conceito de inovabilidade, que estará presente em todas as cadeias produtivas. Vamos identificar as forças e as oportunidades dos segmentos para oportunizar ainda mais a geração de emprego e renda”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Durante os encontros, os participantes foram contextualizados sobre a elaboração do Pedeag 4 e receberam informações do setor para identificar as forças, as oportunidades, a fraqueza e as ameaças de cada cadeia produtiva.

Na reunião da heveicultura, o especialista e pesquisador do Incaper Pedro Galvêas ressaltou os pontos fortes da cultura, como a oferta regular, o acesso aos insumos e a diversidade dos produtos que utilizam a borracha. Para ele, o foco do segmento agora é ampliar a mão de obra e aumentar a produtividade.

“Houve uma expansão muito grande de área de seringueiras nos últimos 13 anos, mas precisamos aumentar a produtividade, investindo na renovação desses seringais. É um excelente negócio, pois existe uma oferta regular do produto, o que gera receita mensal. A meta é chegar a 10 mil hectares em oito anos”, destacou Pedro Galvêas.

ENCONTROS PEDEAG – Os encontros para a colaboração na elaboração do Pedeag 4 vão até o dia 18 de agosto. Ao todo, serão 40 encontros, entre oficinas e reuniões técnicas, abrangendo as cadeias produtivas de maior representatividade para o Estado. Os encontros técnicos contam com metodologias participativas para discutir e propor ações que serão inseridas no Pedeag 4, que ficará em vigor até 2032. O intuito é planejar ações e iniciativas que buscam alavancar o setor com políticas que promovam o desenvolvimento sustentável e tecnológico da agropecuária capixaba.

São discutidos temas transversais, como agricultura familiar, mudanças climáticas, crédito rural, mulheres no agro, logística, sucessão familiar e comunicação no agro. As oficinas vão ocorrer em diferentes municípios do Espírito Santo, valorizando a participação das lideranças do agro capixaba e almejando ampliar os horizontes, por meio do conceito de inovabilidade. Também é possível participar da construção do plano de forma on-line, acessando o site da Seag (seag.es.gov.br) e clicando no banner do Pedeag 4.

PEDEAG – O Pedeag é um Plano de Estado e tem como objetivo ser um referencial para o desenvolvimento das principais cadeias produtivas da agricultura, pesca e pecuária do Espírito Santo, de modo a integrar programas, projetos e ações entre os setores público, privado e não governamental.

Para o desenvolvimento do PEDEAG 4 – 2023/2032, coordenado pela Seag, serão realizados seminários temáticos para discussão com o público, visando a estabelecer as metas e as prioridades para a Gestão do Governo do Estado 2023-2026, incorporando temas transversais contemporâneos, como a sustentabilidade, ESG (do inglês, sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa), descarbonização, para o Horizonte de Planejamento – 2023/2032. Será disponibilizado ainda um ambiente virtual para contribuições via internet.

A metodologia proposta para a construção do plano está dividida em três etapas: investigação de cenário, definição de estratégia e estruturação do ambiente. A previsão é de que o relatório final do Pedeag 4 seja apresentado em seis meses.

Fonte: Seag

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