El Niño afeta a agricultura brasileira, que busca soluções para enfrentar desafios

Agricultores brasileiros estão atentos a mudanças intensas de temperaturas e de olho no El Niño, que pode persistir até março de 2024 e deve afetar a produção agrícola. O fenômeno climático deve ter forte intensidade (56%), de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

São esperadas secas severas nas regiões Norte e Nordeste e grandes volumes de chuva no Sul do país. Essas variações abruptas afetam diretamente a produção agrícola, gerando incertezas e impactos na segurança alimentar. Mas, o fenômeno que antes parecia imprevisível para os agricultores, hoje pode ser antecipado com maior precisão, graças ao avanço tecnológico.

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A preocupação com o clima está no topo dos investimentos do agronegócio. Segundo pesquisa recente realizada pela EY Decarbonization Framework, as mudanças climáticas são apontadas como o principal risco para o setor entre 47% dos investidores. “Por esta razão, a previsibilidade é fundamental para o agronegócio e a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental nesse cenário”, afirma o especialista em tecnologia para o agronegócio, Bruno Barros.

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De acordo com ele, a agricultura de precisão surge como uma das soluções mais promissoras. “Por meio de sensores, drones, imagens de satélite e sistemas de monitoramento, os agricultores podem coletar dados em tempo real sobre as condições do solo, clima e culturas. Essas informações são analisadas por algoritmos de inteligência artificial e machine learning, proporcionando insights valiosos para a tomada de decisões assertivas”, afirmou.

Além disso, o especialista disse que há também questões ligadas a sustentabilidade da prática, pois ao adotar a agricultura de precisão, os produtores podem otimizar recursos, como água e fertilizantes, evitando desperdícios e reduzindo os impactos ambientais, bem como a segurança, pois a aplicação precisa de insumos agrícolas, como defensivos e fertilizantes, pode ser realizada de forma mais eficiente.

Outro avanço tecnológico relevante é o aprimoramento das previsões climáticas baseadas em modelos matemáticos e computacionais. Os sistemas de previsão do clima têm evoluído constantemente, considerando diversos fatores, como pressão atmosférica, temperatura, umidade e circulação oceânica.

“Com o auxílio de supercomputadores e algoritmos avançados, esses modelos podem simular cenários climáticos futuros, permitindo que os agricultores se preparem antecipadamente para condições adversas, além de terem informações precisas sobre o momento adequado para o plantio, o manejo de irrigação, a aplicação de defensivos agrícolas e a colheita”, ressaltou Barros, que também é account Manager da dataRain para o agronegócio.

Para o executivo, tecnologias avançadas, como a internet das coisas (IoT) e a análise de dados, desempenham um papel fundamental. Por meio de sensores espalhados por diferentes regiões agrícolas é possível coletar informações em tempo real sobre temperatura, umidade, radiação solar e velocidade do vento.

“Esses dados são transmitidos para centros de análise, onde são processados e utilizados para atualizar e aprimorar os modelos climáticos existentes, o que auxilia ainda no aperfeiçoamento das soluções. É preciso continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento, pois os desafios no setor ainda são bastante complexos”, finalizou.

Fonte: Conteúdo Empresarial

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