Embrapa vai investir R$ 1,4 milhão em laboratório de pesquisas de novas pragas agrícolas

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) recebeu, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), R$ 1,4 milhão para a conclusão do prédio de um dos serviços de maior importância à agricultura do Brasil, responsável por ter barrado a entrada de mais de 90 pragas exóticas no país: o Laboratório Quarentenário Nacional da Estação Quarentenária da Embrapa.

O recurso, recebido por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), além de permitir a conclusão do Laboratório, também vai assegurar a ampliação dos serviços quarentenários em território brasileiro, a partir da integração das equipes dessa Unidade da Embrapa com as do Serviço Quarentenário Nacional, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/MAPA).

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“Teremos uma parceria com a SDA para uma estrutura funcional que vai ampliar a análise quarentenária de materiais genéticos que entram no país para fins de pesquisa”, diz Cléria Inglis, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, ao anunciar que as negociações para o trabalho conjunto com a SDA estão em andamento.

Segundo a chefe-geral, a liberação desse montante se deu por meio de uma articulação com a deputada Bia Kices (PSL-DF), que solicitou a TED, que é oriunda de um recurso extra-orçamentário, ao Mapa. Com isso, R$ 1.216.108,39 será aplicado em obras do Laboratório e na construção de um galpão para colocar maquinários.

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Para a aquisição de equipamentos para instalação de datacenter e a estruturação de equipamentos do Laboratório Quarentenário Nacional (compra de Switch, trator, transceiver, patch e nobreaks) serão investidos R$ 253.891,61. “A meta é equipar a estrutura de armazenamento de dados, laboratórios e trabalhos técnicos”, diz Cléria Inglis.

Quarentena é segurança nacional

Instalada na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a Estação Quarentenária é credenciada pelo Mapa para fazer os serviços referentes à quarentena de espécies vegetais com a finalidade de pesquisa e identificação de qualquer tipo de praga (insetos, ácaros, fungos e bactérias, nematóides, plantas infestantes e vírus).

Desde sua criação em 1976 até o ano de 2019, esse serviço barrou um total de 90 pragas exóticas encontradas em diversas culturas que deram entrada no Brasil para utilização em pesquisa. Além disso, graças a este serviço foram introduzidos, nesse mesmo período, mais de 800 mil acessos (material com características específicas que pode ser usado em melhoramento genético), conforme informa o supervisor do Núcleo de Gestão da Estação Quarentenária de Germoplasma Vegetal, pesquisador Norton Benito.

“Passar pelo Serviço de Quarentena é a porta de entrada. Essa decisão da Embrapa, de criar essa ‘barreira fitossanitária’ foi muito importante para fazer o enriquecimento de materiais vegetais com segurança”, diz o Benito.

A equipe da Estação Quarentenária contribui com a defesa fitossanitária do país respondendo a demandas técnicas do Mapa, entre eles a revisão de Normas Internacionais de Medidas Fitossanitárias (NIMF’s) e apoio técnico na revisão da lista de pragas quarentenárias editada pelo MAPA.

ESTRUTURA E SERVIÇOS – A Estação Quarentenária conta com uma estrutura efetiva capaz de atender aproximadamente 30 mil acessos anuais (amostras de materiais genéticos), embora a média de pedidos nos últimos cinco anos tenha decrescido devido ao surgimento de outros serviços quarentenários privados.

Entre 2015 e 2019, foram mais de 374 processos recebidos, sendo 287 pedidos de importação com 16.277 acessos e 87 pedidos de exportação (584 acessos, sendo que cada acesso pode apresentar demanda para uma ou diversas análises laboratoriais que cubram todos os tipos de pragas quarentenárias previamente registradas).

A obra para a nova estrutura da Quarentena começou em 2015, tendo como meta a ampliação da capacidade de atendimento para mais de 60.000 acessos ao ano. As novas instalações foram projetadas conforme as regras de segurança exigidas pela nova Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (IN nº 29 de 24 de agosto de 2016). 

A estrutura da futura sede da Quarentena é composta por: salas de tratamento, desinfecção e eliminação de material contaminado; incinerador; autoclaves e sala de resíduos químicos, totalizando 177 metros quadrados de área construída.

Tem ainda 370 metros quadrados de laboratórios para análises de qualquer tipo de praga, incluindo fitoplasma e salas de apoio para as análises moleculares, além das salas de apoio específicas para recebimento de materiais vegetais, separação de sementes, duas câmaras frias para armazenamento totalizando 650 metros quadrados de área construída.

Outro espaço é a área de apoio aos quarentenários, com 228 metros quadrados para o preparo e guarda de substrato, adubos e defensivos utilizados no cultivo do material a ser quarentenado. O prédio ainda conta com área para suporte administrativo e de apoio com salas de permanência, sala de reunião, arquivos, depósitos, sala de segurança, etc.

Para saber mais sobre a Estação Quarentenária da Embrapa confira no podcast Café com Ciência a entrevista do pesquisador Norton Benito, clicando aqui.

Fonte: Embrapa

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