Entidade de Medicina Veterinária alerta para a importância da inocuidade dos alimentos

A pandemia de Covid-19 tem levantado alguns questionamentos acerca da inocuidade dos alimentos. Um deles é em relação à segurança alimentar, ou seja, o acesso de todos a alimentos de qualidade. Outra dúvida é referente à sanidade dos produtos consumidos.

Todos os anos, uma em cada dez pessoas adoece após consumir alimentos infectados por bactérias, vírus, parasitos ou substâncias químicas prejudiciais à saúde, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Por isso, os cuidados com os alimentos são tão importantes e vão desde o transporte, processamento e comercialização até a conservação e preparo.

A zootecnista Tabatha Silvia Rosini Lacerda, que integra a Comissão de Responsabilidade Técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), diz que a segurança alimentar e nutricional consiste no direito dos indivíduos de terem acesso regular e contínuo a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente.

“Uma alimentação saudável é rica em proteínas, vitaminas e minerais e deve prover todas as necessidades das pessoas, variando com sua faixa etária e composição corporal”, explica.

Nesse desafio entra o trabalho importante dos profissionais da Medicina Veterinária e da Zootecnia. Com a responsabilidade de acompanhar a cadeia produtiva de alimentos de origem animal, eles contribuem para garantir que estes não apresentem danos ou riscos à saúde.

“Do campo à mesa do consumidor temos a atuação desses profissionais, que trabalham arduamente para que nenhuma etapa do processo de produção de alimentos de origem animal seja comprometida. A busca incessante pela inocuidade do alimento e de novas tecnologias que reduzam as perdas nutricionais durante o processamento dos alimentos é primordial”, destaca Tabatha.

Prevendo crescimento exponencial da população, necessidade de alimentação adequada a todos e prevenção de doenças, torna-se imprescindível a discussão constante sobre quantidade, qualidade e inocuidade dos produtos. “Se faz totalmente necessário um conjunto de ações que deve ser intersetorial, interdisciplinar e participativo”, acrescenta.

DESAFIOS – Ricardo Moreira Calil, presidente da Comissão Técnica de Alimentos do CRMV-SP, concorda que o grande desafio do mundo moderno é fazer com que a produção de alimentos possa ser suficiente em quantidade e qualidade, tendo preço acessível ao maior número de pessoas. Porém, de acordo com Calil, só isso não basta.

Para ele, os alimentos são fundamentais ao bom funcionamento do organismo e, por isso, devem receber os cuidados necessários para não causar danos à saúde de quem os consome.

“A segurança dos alimentos tem que ser um tema em permanente discussão pela sociedade, para que a população possa entender melhor o seu papel na escolha de um produto que atenda suas necessidades e que preserve a sua saúde”, enfatiza.

Por isso, a importância de se optar por alimentos que tragam os selos de inspeção (SIF, SIM e SIE) e informações sobre a origem dos produtos. Outro recurso que ganha espaço no mercado nacional é a rastreabilidade, capaz de permitir que os consumidores tenham informações do alimento em seus diversos estágios de produção, processamento e distribuição. 

“Considerando todas as necessidades do ser humano, hoje não há alternativa: a discussão sobre produção de alimentos precisa ser colocada em primeiro lugar. É por meio de uma alimentação saudável e disponível para todos que se obtém saúde, bem-estar e desenvolvimento da população”, avalia a zootecnista.

Fonte: CRMV-SP

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