Equoterapia em unidade prisional do ES transforma rotina de crianças e internos em projeto de inclusão

Um projeto que une reabilitação, inclusão social e ressocialização voltou a movimentar a rotina da Penitenciária Agrícola do Espírito Santo, em Viana. Após o período de pausa, as atividades de equoterapia foram retomadas em parceria com a Apae do município, oferecendo atendimento especializado a centenas de crianças com deficiência.
Realizadas de segunda a quinta-feira, as sessões utilizam o cavalo como ferramenta terapêutica para estimular o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo dos participantes. Atualmente, cerca de 360 crianças são atendidas, e o programa já alcançou aproximadamente quatro mil pessoas ao longo de mais de uma década de funcionamento.
Anúncio
Dentro da unidade prisional, uma estrutura específica foi preparada para receber as atividades. Internos do regime semiaberto participam do projeto no cuidado diário dos animais, na manutenção do espaço e no apoio às sessões, atuando ao lado da equipe técnica responsável pela condução terapêutica. A participação ocorre sob supervisão profissional e também integra ações de reinserção social.
O método terapêutico se destaca por reproduzir, por meio do movimento do cavalo, estímulos semelhantes aos da caminhada humana. Esse padrão favorece ganhos no equilíbrio, postura, coordenação motora e fortalecimento muscular, além de contribuir para a atenção, a comunicação e o convívio social das crianças atendidas.
Anúncio
Cinco cavalos integram a iniciativa — Harmonia, Trovão, Canário, Prometeu e Boneca — recebendo cuidados diários, alimentação adequada e acompanhamento veterinário. O contato contínuo entre animais, usuários e equipe cria vínculos que, segundo os organizadores, impactam positivamente o processo terapêutico e também o cotidiano dos internos envolvidos.
A logística do atendimento também evoluiu. A Apae de Viana passou a contar com uma van acessível, capaz de transportar até 15 passageiros por viagem, aumentando o conforto e reduzindo o número de deslocamentos necessários para levar os assistidos até a penitenciária. A mudança ampliou a capacidade operacional e facilitou o acesso das famílias ao serviço.
Mais do que uma atividade terapêutica, o projeto mostra como parcerias entre instituições podem gerar resultados concretos, promovendo desenvolvimento para as crianças, novas perspectivas para os internos e um ciclo de cuidado que beneficia toda a comunidade.
Fonte: Sejus
Anúncio
Anúncio