ES livre de febre aftosa sem vacinação: saiba os benefícios

Foto: Freepik

O Espírito Santo está oficialmente livre da febre aftosa sem vacinação. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reconheceu nacionalmente o estado capixaba e outros 15, além do Distrito Federal, como livre da doença sem a necessidade de vacinar os animais.

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O status alcançado se deve ao trabalho em conjunto realizado entre os órgãos estaduais e os produtores rurais, para efetiva execução do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA), na qual a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) faz parte.

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O mês de maio é considerado o Mês da Saúde Animal, onde são realizadas campanhas voltadas à conscientização e ao engajamento na prevenção de doenças voltadas para a produção animal do Brasil. Alcançar o marco de livre de febre aftosa sem vacinação, com a portaria Nº 665 passando a ser válida durante o período em que os gados eram vacinados, é uma grande conquista para o Espírito Santo.

Os benefícios são muitos. Além de promover o bem-estar animal, as economias dos produtores estão sendo poupadas. Não apenas pela melhoria na produtividade, mas também por não precisar gastar com as vacinas de cada um dos animais da propriedade.

Ainda melhora a visibilidade dos produtos capixabas e do status sanitário do estado para o país e do Brasil perante o resto do mundo, de acordo com a analista técnica da área animal da Federação, Thaís Leite. “Uma das vantagens é a comercialização, porque isso abre portas, valoriza o produto capixaba, além de promover uma abertura para mercados internacionais. Como é uma doença mundialmente conhecida, e altamente contagiosa, ninguém quer arriscar comprar um animal ou subproduto com risco de contaminação, ou doente, podendo contaminar outros rebanhos”, ressalta.

VÍRUS – A doença acomete os animais gerando dores fortes e se espalha com facilidade, por ser um vírus altamente contagioso. Segundo a analista técnica e veterinária, um animal pode demorar a apresentar os sintomas da febre aftosa, espalhando o vírus para o resto do gado antes que o produtor perceba. 

“O vírus pode se disseminar rapidamente. O próprio manipulador pode contaminar inúmeros animais saudáveis se não se atentar nas boas práticas de manipulação e se contaminar, ao ordenhar um animal doente assintomático, por exemplo”, explica Thaís, que também é membro do grupo gestor do Plano Estratégico para Retirada da Vacinação da Febre Aftosa.

Apesar de ser considerado uma zoonose, ou seja, pode ser transmissível ao ser humano, casos de contaminação no homem são extremamente raros, não havendo relatos de casos de transmissão por meio do consumo de carne ou de leite contaminado. 

PREVENÇÃO – Embora ainda não tenha alcançado o reconhecimento internacional, esse é o próximo passo para o Espírito Santo. Apesar de os 16 estados serem reconhecidos pelo Mapa como livres da febre aftosa sem vacinação, apenas Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso foram reconhecidos internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A perspectiva é que em 2025, após um ano sem a doença, o estado possa receber o status mundial.

Para seguir com a condição de livre de febre aftosa, é preciso tomar algumas precauções. A partir de agora, fica proibida a vacinação dentro do estado. Também não será mais possível comercializar animais vacinados. 

A conscientização segue sendo feita pela Faes, entre outras entidades, para que os produtores sigam as orientações determinadas pela portaria N° 665 e mantenham as boas práticas de manipulação: sempre fazer a higienização correta quando for manusear um animal, manter separados os animais de espécies diferentes e lavar os objetos utilizados, dentre outros.

A vigilância epidemiológica seguirá sendo feita, para que o Espírito Santo siga livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Assessoria de Comunicação Faes / Senar-ES

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