Ilhas de Vitória viram berçário natural de aves marinhas e acesso é proibido até outubro

Entre os meses de março e outubro, as Ilhas Galheta, de Dentro e de Fora passam por uma transformação silenciosa que poucos enxergam, mas que é essencial para a vida marinha da região. Nesse período, centenas de aves escolhem o ambiente rochoso dessas áreas para reproduzir, depositando ovos diretamente no solo — tão discretos que muitas vezes se confundem com a própria paisagem.

Para garantir a segurança desse ciclo, a Prefeitura de Vitória reforça que o desembarque e a circulação de pessoas nas ilhas permanecem proibidos durante a temporada reprodutiva, conforme estabelece a Lei Municipal nº 8.993/2016. A restrição busca evitar impactos que podem comprometer toda a geração das aves, já que a presença humana, mesmo rápida, pode causar abandono de ninhos, exposição dos ovos ao calor, ataque de predadores e até o esmagamento acidental de filhotes.

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As principais espécies protegidas são a andorinha-do-mar-de-bico-amarelo (Sterna eurygnatha) e a andorinha-do-mar-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea), que utilizam essas ilhas como área estratégica de nidificação. Por construírem ninhos quase imperceptíveis, qualquer interferência no local representa risco direto ao sucesso reprodutivo.

Além da importância para a biodiversidade, essas aves funcionam como indicadoras naturais da qualidade ambiental do mar. Quando se reproduzem com sucesso, sinalizam que o ecossistema costeiro mantém condições equilibradas. Por isso, proteger essas áreas vai muito além das espécies — é uma forma de preservar o próprio ambiente marinho da capital.

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Segundo a médica veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ana Ramos, o respeito à restrição depende da colaboração coletiva. Ela destaca que os ninhos são extremamente frágeis e difíceis de identificar, tornando fundamental que moradores e visitantes compreendam a necessidade do isolamento temporário das ilhas.

A fiscalização será realizada pelos órgãos ambientais do município, e o descumprimento da regra pode gerar penalidades previstas em lei. Denúncias podem ser feitas pelo serviço Fala Vitória, através do telefone 156 ou pelo site oficial da Prefeitura de Vitória.

Fonte: PMV

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