Mais da metade dos produtores capixabas ainda não atualizou cadastro de rebanho
Foto: Divulgação/IDAF

Com o prazo se encerrando no próximo dia 30 de junho, mais da metade dos produtores rurais do Espírito Santo ainda não realizou a atualização cadastral obrigatória dos rebanhos junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). Segundo o órgão, cerca de 55% dos criadores permanecem pendentes com a obrigação sanitária.
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A campanha anual contempla diferentes espécies de produção animal, incluindo bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equinos, asininos, muares, suínos, aves de subsistência, além de animais aquáticos e colmeias de abelhas.
A atualização pode ser realizada de forma online, utilizando login e senha do produtor no sistema do Idaf, por e-mail junto à gerência local responsável pela propriedade ou presencialmente em um dos escritórios do instituto.
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O objetivo da campanha é manter atualizado o banco de dados da defesa agropecuária estadual, permitindo maior controle sanitário dos rebanhos e contribuindo para a prevenção de doenças que possam afetar a produção animal.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a participação dos produtores é fundamental para garantir a eficiência das ações de vigilância sanitária e fortalecer a competitividade da agropecuária capixaba.
Segundo ele, o acompanhamento adequado dos rebanhos auxilia o Estado a cumprir exigências sanitárias nacionais e internacionais, além de contribuir para a abertura e manutenção de mercados para os produtos de origem animal.
O diretor-geral do Idaf, Ronaldo Salomão Lubiana, destaca que a atualização cadastral também é uma das exigências para a manutenção do reconhecimento internacional do Espírito Santo como área livre de febre aftosa sem vacinação.
A condição sanitária alcançada pelo Estado amplia as oportunidades comerciais para a pecuária capixaba e exige o cumprimento contínuo de medidas de vigilância e monitoramento dos rebanhos.
Além da importância sanitária, a falta de atualização pode gerar transtornos aos produtores. Os criadores de bovinos e bubalinos que não regularizarem a situação dentro do prazo estarão sujeitos à aplicação de multas.
Outra consequência é a restrição na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). A partir de 1º de julho, o documento só poderá ser emitido se todas as explorações pecuárias das propriedades de origem e destino estiverem com o cadastro atualizado.
O gerente de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Raoni Cezana Cipriano, reforça que a atualização deve ser realizada mesmo quando não houver alterações no rebanho ao longo do ano.
Segundo ele, a obrigação é anual e válida inclusive para produtores que tenham atualizado os dados recentemente fora do período oficial da campanha. Nesses casos, é necessário realizar uma nova atualização dentro do prazo estabelecido.
A expectativa do Idaf é ampliar significativamente o número de adesões nos últimos dias da campanha para garantir o cumprimento das metas sanitárias e fortalecer o monitoramento da pecuária capixaba.
Fonte: Seag
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