Manejo de pastagens: como evitar a degradação do solo
Foto: Pixels

Grande parte das pastagens brasileiras apresenta algum grau de degradação, resultado de anos de superlotação animal e falta de reposição de nutrientes no solo. Reverter esse quadro exige planejamento, mas costuma trazer retorno financeiro rápido ao produtor.
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“Pastagem degradada é sinônimo de gado com ganho de peso abaixo do potencial”, resume um zootecnista Anderson queiroz que atende fazendas de cria e recria no interior de Minas Gerais. Segundo ele, o primeiro sinal de alerta é a presença de solo exposto entre as touceiras de capim.
O pastejo rotacionado é uma das técnicas mais recomendadas para recuperar áreas degradadas. Ao dividir a pastagem em piquetes e alternar períodos de pastejo e descanso, o produtor permite que a planta se recupere antes de ser novamente consumida pelo rebanho.
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A lotação animal adequada também é determinante. Superlotar a área acelera a compactação do solo e reduz a capacidade da forrageira de se regenerar, criando um ciclo difícil de reverter sem investimento em recuperação.
A adubação de manutenção, muitas vezes negligenciada em sistemas extensivos, faz diferença direta na capacidade de suporte da pastagem. Sem reposição de nutrientes, o solo se esgota progressivamente e a produtividade por hectare despenca ao longo dos anos.
A integração lavoura-pecuária tem se mostrado uma alternativa eficiente para recuperar áreas degradadas enquanto gera receita adicional com a produção de grãos. O sistema aproveita a adubação residual da lavoura para beneficiar a pastagem no ciclo seguinte.
O monitoramento da altura do capim também é uma prática simples e eficaz. Manter a forrageira dentro da faixa ideal de altura para cada espécie evita tanto o superpastejo quanto o desperdício de forragem que envelhece sem ser consumida.
Com o aumento da pressão por sustentabilidade no agronegócio, recuperar pastagens degradadas deixou de ser apenas uma questão de produtividade e passou a ser também um diferencial competitivo, já que compradores internacionais têm exigido cada vez mais rastreabilidade e boas práticas ambientais na cadeia da carne.
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