Ministério da Agricultura registra defensivos biológicos inéditos para combater ácaros e nematoides

Também foram registrados defensivos agrícolas genéricos, sendo que boa parte também são produtos biológicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou o registro de dois defensivos biológicos inéditos. Um dos produtos é à base de extrato de alho, que poderá ser usado para o controle de nematoides (pragas de solo que atacam as raízes das plantas), e o outro é o registro de Amblysuius tamatavensis, um ácaro que controla a mosca-branca, praga que ataca a batata, tomate e feijão entre outras culturas.

Ato n° 26, publicado no Diário Oficial da União, também traz o registro de outros 44 defensivos agrícolas genéricos, sendo que 17 utilizam agentes de controle biológico na sua formulação, contribuindo para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional. Em todo o ano passado, foram registrados 40 produtos biológicos.

Anúncio

Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Bruno Breitenbach, o objetivo é estimular o uso de produtos biológicos na agricultura orgânica e convencional, aumentando o número de produtos registrados contendo microrganismos já presentes na natureza. Oito desses produtos registrados hoje poderão ser utilizados em sistemas de cultivos orgânicos.

“Vale lembrar que esses agentes biológicos são totalmente inofensivos aos seres humanos e controlam naturalmente as pragas das lavouras brasileiras. São produtos extremamente amigáveis ao meio ambiente e acreditamos que o ano de 2020 poderá ser marcado pela quantidade de produtos biológicos tornados disponíveis à agricultura brasileira”, explica.

Anúncio

GENÉRICOS – O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência. “Isso acaba resultando em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira”, ressalta Breitenbach.

A maioria dos ingredientes ativos presentes nos defensivos agrícolas registrados hoje têm uso registrado nos Estados Unidos, na Austrália e em países da Europa.

Os produtos que tiveram o registro publicado hoje foram analisados e aprovados pelo Ministério da Agricultura, pelo Ibama e pela Anvisa, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

Fonte: Mapa

Anúncio

Anúncio

Últimas notícias

Fiscalização apreende pimenta-do-reino e café irregulares no Espírito Santo

Uma ação de fiscalização móvel da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo, por ...

Complexo Turístico Fazenda Santa Maria avança em Muniz Freire e abre oportunidades para investidores

O Complexo Turístico, Ambiental e Cultural Fazenda Santa Maria, em Muniz Freire, entra ...

Treinamento capacita frigoríficos do ES para manejo pré-abate e abate humanitário

Entre os dias 19 e 22 de janeiro de 2026, o Sindicato das ...

Estudo revela impacto de nematoides na sustentabilidade da pimenta-do-reino

Foto: Inorbert Melo Raiz de pimenteira do reino infectada por nematoide das galhas ...

SIF garante segurança dos alimentos e impulsiona exportações da agropecuária brasileira

Muito antes de um produto de origem animal chegar à mesa do consumidor ...