Obra do Caminhos do Campo causa desmoronamento que invade quintal de sítio

Fotos: Reprodução

Julio Huber

A pavimentação de uma estrada vicinal na região de Ribeirão do Cristo, em Alfredo Chaves, trouxe melhores condições de locomoção para moradores, boa parte formada por agricultores e sitiantes. Entretanto, desde que a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) realizou a obra, que faz parte do Programa Caminhos do Campo, o morador Estevo Paiva, do sítio Recanto da Miathy, no Condomínio Recreio Campestre, começou a ter problemas em sua propriedade.

Um sistema de escoamento de água construído pela empreiteira da Seag, responsável pela pavimentação da rodovia, atravessa por todo o quintal de Estevo e de sua esposa Renuza Fernandes Jantorni. Como as manilhas não chegam até um rio, onde a água é escoada, aos poucos começou a desmoronar um barranco, que atualmente já afetou uma área de lazer da propriedade e já está colocando em risco um muro de um vizinho.

O problema já dura quase quatro anos e a Seag ainda não apresentou uma solução

A cada chuva, aumenta a apreensão do casal, e também o tamanho da cratera que invade o quintal da família. Estevo tem registros desde julho de 2016 de reclamações feitas à Ouvidoria Geral do governo estadual, responsável pela obra.

“Também tenho feito contatos frequentes com técnicos da Seag, mas nunca foi feita nenhuma intervenção nessa obra. Um representante do governo já veio até a nossa casa ver a situação de perto, mas nada foi resolvido. Até construí um muro por minha conta para tentar conter o avanço da cratera, mas não adiantou. Também nos colocamos à disposição para ajudar a custear a obra, mas mesmo assim não tivemos solução”, lamenta Estevo.

A cratera aumenta a cada chuva forte e avança para a propriedade vizinha

A assessoria de imprensa da Seag informou que “uma equipe técnica já foi ao local para avaliar o sistema de escoamento e que também está em constante diálogo com o morador para que a situação seja resolvida o mais breve possível”. Mesmo assim, ainda não há uma data definida para executar qualquer obra no local. Estevo teme que com as fortes chuvas previstas para a região nos próximos meses, a cratera aumente e danifique mais ainda o quintal de sua residência.   

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