ORÍGEO 360 reúne líderes e 450 produtores rurais e mostra que ESG representa o futuro da agricultura

Fotos: Divulgação

Os agricultores brasileiros enfrentam desafios constantes – do plantio à colheita, do planejamento da safra à comercialização de seus produtos, passando pelas condições climáticas e oscilação dos custos de produção e preços de venda. Esse cenário, que já é complexo, não é mais sustentável sem responsabilidade ambiental, social e de governança (o ESG, na sigla em inglês).

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Esses temas, assim como o uso de modernas tecnologias e a inovação, foram destacados por 10 líderes de antes, durante e depois da porteira no evento ORÍGEO 360, em São Paulo, que recebeu 450 grandes agricultores do Cerrado.

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No evento, promovido pela ORÍGEO – joint venture de Bunge e UPL que fornece soluções sustentáveis e técnicas de gestão de ponta a ponta para agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins – em 4 e 5 de setembro. Participaram agricultores que, em conjunto, plantam cerca de 7 milhões de hectares de soja, milho e algodão, além empresas da cadeia da produção de alimentos e bioenergia.

“Em um ambiente de variáveis incontroláveis, há incerteza e aumento da volatilidade. Ao mesmo tempo, temos excesso de soluções que não necessariamente conseguem atender às dores dos produtores, pois muitas vezes são fragmentadas. Mas temos um futuro de oportunidades à frente e precisamos estar preparados. A ORÍGEO nasceu dessa necessidade, sendo totalmente dedicada a oferecer soluções integradas e customizadas aos agricultores de grande porte”, disse o CEO da ORÍGEO, Roberto Marcon.

ORÍGEO 360 cumpre, assim, um papel em linha com o propósito da ORÍGEO, que trabalha em estreita colaboração com o agricultor, mapeando suas necessidades, trazendo soluções e abordando os desafios do negócio. “Simplificamos os processos e tornamos as operações ainda mais eficientes para que os nossos parceiros tenham mais tempo para focar no que fazem de melhor – produzir mais e de forma sustentável”, fala Marcon.

Antes da porteira: a importância dos segmentos da produção

Ignacio Bartolomé, CEO da GDM Seeds, empresa de origem argentina, ressaltou a importância da ciência e da inovação para potencializar o mercado de oleaginosas. “A tecnologia pode acelerar a taxa de ganho genético, diminuindo o custo e o tempo para a semente ser lançada no mercado. Assim, mais óleo poderá ser produzido a partir dele. As plantas serão mais tolerantes a estresse climático e poderão sequestrar mais carbono do que emitir”, disse.

A UPL, empresa de origem indiana e acionista da ORÍGEO, mostrou que o futuro do planeta passa pela agricultura. “Ela é a ferramenta mais importante para combater as alterações climáticas. Com uma agricultura regenerativa sustentável, podemos realmente descarbonizar o mundo mais rapidamente”, afirmou Jai Shroff, chairman e CEO global do grupo.

Mike Frank, CEO da UPL Corporation, declarou que é necessário reimaginar a sustentabilidade na produção de alimentos – meta da companhia – por meio do uso de moléculas eficientes para potencializar os cultivos. “O Brasil está em primeiro lugar quando pensamos em inovação e é um dos países mais importantes em termos de biossoluções. Estamos trabalhando para trazer cada vez mais recursos para minimizar os problemas que desafiam os produtores”, afirmou.

Depois da porteira: os desafios continuam na pós-produção

Copresidente global de agribusiness da Bunge, Julio Garros indicou que a união que resultou na criação da ORÍGEO é o caminho para o Brasil descarbonizar sua agricultura. “As maiores empresas do mundo anunciaram que reduzir as emissões de dióxido de carbono é fundamental. As companhias têm de mudar suas fontes de energia, utilizando combustíveis renováveis. Se você usa soja, já reduz 50% das emissões e o Brasil tem a capacidade de produzir a quantidade necessária, mas ainda temos o desafio de verificar e comprovar que a soja utilizada sequestrou carbono. A ORÍGEO é o caminho para ajudar os produtores nessa comprovação e a aderir isso”, refletiu.

Robert Coviello, chefe de sustentabilidade e assuntos governamentais da Bunge – também acionista da ORÍGEO –, descreveu que, atualmente, as indústrias agrícolas e de alimentos enfrentam um novo contexto global em que sustentabilidade e resultado andam lado a lado. “Nosso propósito é promover parcerias para um futuro melhor. Por meio da descarbonização, podemos crescer de modo mais sustentável”, destaca.

Na mesma linha, a norte-americana Chevron Renewable Energy Group apontou que o futuro da energia terá menos carbono. “A energia limpa e renovável é tema de extrema importância no cenário atual. Estamos colaborando com empresas, organizações e governos em iniciativas relacionadas”, comentou o presidente da empresa, Kevin Lucke.

Já Paulo Quirino, vice-presidente de operações da PepsiCo, abordou a importância das práticas sustentáveis para o futuro da agricultura. “A base dos nossos produtos é a agricultura. E para que pudéssemos sustentar essa cadeia agrícola para o futuro, estamos cada vez mais ligados às práticas ESG. Aproximadamente 48% das nossas culturas oriundas são de fontes sustentáveis e queremos chegar a 100%”, disse.

Para ele, “além de impactar o meio ambiente e a agricultura, é importante atuar nas comunidades, com ações voltadas para a cidadania corporativa”. E as práticas de ESG e supply chain fazem parte desse sistema.

Em sua apresentação, Rodrigo Visentini, presidente da divisão de nutrição da Unilever, demonstrou que a companhia trabalha na implementação de métodos de agricultura regenerativa, como a rotação de culturas e o uso responsável de recursos naturais. “Por que a agricultura regenerativa? Precisamos recuperar o solo, aumentando a produtividade e também a lucratividade do agricultor”, finalizou.

ORÍGEO – Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

Fonte: Texto Comunicação

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