Projetos ambientais promovidos por cooperativa são exemplos de sustentabilidade

A sustentabilidade é um dos pilares da atuação da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus), de Bebedouro (SP). E, por meio da Fundação Coopercitrus Credicitrus e de seu Departamento Ambiental, a cooperativa vem intensificando sua atuação para viabilizar práticas ambientalmente corretas aos seus cooperados. São diversas atividades que a Fundação disponibiliza para tornar as iniciativas ambientais mais acessíveis ao produtor rural, com baixo custo e suporte técnico, contribuindo para que ele esteja em dia com a legislação ambiental.

Segundo o coordenador ambiental da Coopercitrus, Álvaro de Azevedo, o cooperado está cada vez mais consciente dos benefícios de praticar uma agricultura responsável, pois gera benefícios para toda a comunidade. “Além disso, estamos fechando parceria com alguns fornecedores e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para termos acesso a informações e mais conhecimento, para melhorarmos nosso atendimento e oferecer orientações aos nossos cooperados”, complementa.

REFLORESTAMENTO – A Fundação Coopercitrus Credicitrus mantém um viveiro de mudas de espécies florestais que são direcionadas para projetos de reflorestamento, para recomposição de áreas ou para o plantio de florestas comerciais. Estas mudas abastecem o Projeto Coopersemear.

Lançado em dezembro de 2020, o Projeto Coopersemear oferece apoio técnico para reflorestamento de áreas nas propriedades rurais dos cooperados. O time ambiental da Fundação constrói projetos de reflorestamento de acordo com a necessidade de cada produtor, disponibilizando gratuitamente as mudas necessárias para implantação das matas.

Em contrapartida, o cooperado fica responsável pela mão de obra para o plantio e eventuais adequações da área. Os técnicos da cooperativa fazem visitas periódicas para acompanhar o processo, dar as orientações e analisar os resultados a curto e médio prazo.

Nos mesmos moldes, a Coopercitrus, em parceria com a BASF, desenvolve o Projeto Mata Viva, iniciativa que seleciona propriedades rurais para serem contempladas com projeto de reflorestamento.

Uma das contempladas pelo projeto de reflorestamento foi a Fazenda Santa Julia, localizada em Bebedouro (SP), de propriedade do cooperado Roberto Zero. Em 2008, a fazenda foi selecionada para ter uma área de 12 hectares reflorestada. Passados 12 anos da implantação, a família se orgulha da floresta frondosa que contorna a propriedade e se une a duas outras áreas reflorestadas pela própria família.

“Hoje a gente entende a necessidade de ter reserva legal. Então, porque não fazer uma coisa completa, bem planejada? Hoje a gente colhe os benefícios, observa a fauna e a flora cada vez mais vivos, o ar com mais qualidade. Valeu a pena”, avalia Helena, filha de Roberto, que acompanha de perto o desenvolvimento da área reflorestada.

A Fazenda Santa Irene, pertencente à Fundação Abílio Alves Marques, que atua na conscientização, prevenção e tratamento do câncer em Bebedouro, também foi contemplada pelo projeto. Em 2011, a fazenda teve uma área de 12 hectares reflorestada, complementando a área de reserva já existente na propriedade.

“É importante ter essa área de preservação, mas é mais importante fazer tudo isso com uma consultoria especializada. A floresta trouxe outro visual para a fazenda, além de abrigar diversos exemplares da fauna e da flora”, afirma o membro do conselho curador da Fundação, o Engenheiro Agrônomo Agostinho Mário Boggio.

RECUPERAÇÃO DE MINAS DEGRADADAS – A preservação e recuperação de nascentes é o foco do Projeto de Recuperação de Minas. O projeto tem com o objetivo de fortalecer as políticas de sustentabilidade dentro das propriedades rurais, reduzir o risco de assoreamento e desertificação, contribuindo assim com a disponibilidade de água e da biodiversidade.

Em parceria com a Nortox, em 2020, mais de 55 nascentes na região de atuação da cooperativa foram recuperadas, totalizando cerca de 1.460 milhão de litros de água por dia, ajudando de forma efetiva no aumento de disponibilidade de água na propriedade rural e nas comunidades do entorno.

“É um resultado muito importante, porque aumentamos a capacidade de água das cidades próximas às propriedades. Para 2021, o objetivo é levar o projeto para os outros estados que a Coopercitrus atende, em Minas Gerais e Goiás”, afirma o coordenador ambiental da cooperativa.

RECOLHIMENTO DE EMBALAGENS – Para auxiliar na destinação correta das embalagens de defensivos agrícolas, a Coopercitrus dispõe de centrais de recolhimento de embalagens, em Bebedouro e em Catanduva (SP), além de postos de recebimento em todas as filiais, em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens (Inpev). Só em 2020, a cooperativa recolheu mais de 500 toneladas de embalagens plásticas, dando o destino correto e impedindo que fossem descartadas de maneira incorreta, contaminando o meio ambiente.

“Na hora da compra dos defensivos, o cooperado é informado sobre o local onde ele deve entregar as embalagens vazias. Já em nossas centrais, fazemos a separação dos materiais por tipo de plástico, a limpeza, a prensagem e o envio à empresa de reciclagem”, explica o coordenador ambiental da cooperativa.

“Nosso objetivo é tornar as iniciativas ambientais mais acessíveis ao produtor rural, com baixo custo e assessoria técnica da nossa equipe do Departamento Ambiental”, informa o coordenador ambiental da Coopercitrus, Álvaro de Azevedo.

Fonte: Coopercitrus

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