Qual o impacto da neutralidade climática e La Niña para as safras brasileiras?

Com nova atualização da NOAA sobre as condições do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno La Niña presente desde o ano passado finalmente terminou e agora o Brasil está sob uma neutralidade climática. Isso significa que as águas do Oceano Pacífico Equatorial não sofrem desvios nem positivos nem negativos de temperatura.

O restante do outono e durante o inverno, o país ficará sob neutralidade climática, mas para o final do ano, novamente, na primavera, há chances de novo resfriamento, ou seja, a La Niña volta a dar as caras na primavera e verão 21/22.

Mas quais as consequências desses fenômenos nas safras brasileiras? Durante o outono e inverno, as principais commodities nacionais entram em período de vazio sanitário. Já uma das principais culturas de inverno, o trigo, deve ser beneficiado.

TRIGO – Com neutralidade prevista para os meses de inverno, ou seja, agora sem La Niña, as frentes frias ficam mais frequentes e atingem a Região Sul de forma mais continental. Com isso, a chuva retorna gradativamente para a região Sul, benéfica para o início da cultura do trigo.

MILHO – As chuvas previstas para o final de maio e durante o inverno pouco ajudarão a estancar as perdas na segunda safra de milho, instalada de forma tardia neste ano.

CANA-DE-AÇÚCAR – A região do norte paulista foi castigada por um verão com altos desvios negativos de chuva, com seca histórica. A chuva acima da média durante o inverno e começo da primavera beneficia os produtores, aliás, a expectativa de chuva está acima da média em outubro, mas a situação volta a ser de redução da chuva a partir de novembro, quando há indicadores de retorno da La Niña.

ALGODÃO – Pouca chuva na Bahia e em Mato Grosso durante o inverno, valores dentro da Climatologia beneficiam a produção.

Fonte: Climatempo

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