Retomada de demanda no mercado incentiva cultivo de algodão

A safra brasileira de algodão em pluma 2019/2020 atingiu os 2,9 milhões de toneladas, 5% acima do ciclo anterior – os dados são da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Devido à redução da área plantada no mundo em decorrência da pandemia, os baixos estoques do produto vêm aquecendo o preço no mercado. Mas, para aproveitar este momento e garantir bons resultados na lavoura, é necessário estar atento aos cuidados com a nutrição e ao combate de pragas e doenças.

A engenheira agrônoma Kirley Martins, integrante da equipe de vendas da Satis, lembra que a época de chuvas e umidade propicia o melhor desenvolvimento da cultura, porém favorece o aparecimento de pragas e doenças. Esta condição também afeta o Nordeste, uma das principais regiões produtoras do país.

Devido a estas condições, o emprego de soluções em nutrição vegetal ganha extrema importância, conforme a especialista. A Bahia ocupa a segunda posição entre os maiores estados produtores de algodão, ficando atrás apenas do Mato Grosso. Nesta época do ano, em que cerca de 60% de sua área já está no início de plantio, Kirley alerta sobre a necessidade de monitoramento da incidência de infestações de pragas e doenças durante todo o ciclo da cultura, objetivando uma melhor performance de colheita.

O engenheiro agrônomo e diretor da Kasuya Inteligência Agronômica, Luís Henrique Kasuya, traça dois cenários para safra 2020/21 para os estados da Bahia e Mato Grosso. O Oeste baiano apresenta um cenário favorável, pois o plantio foi realizado dentro da janela ideal para o cultivo do algodão.

“O que o produtor tem que se preocupar é com o índice alto de captura de bicudo antes da safra, necessitando uma regularidade de aplicações e, consequentemente, manter a pragas em níveis baixos (o bicudo é um tipo de besouro, considerado uma das principais pragas que incide na cultura). Também precisa considerar a Mancha de Ramulária e, se realizado um bom controle, levará a baixos índices de infestação, lembrando que ela fica latente e só se manifesta quando a planta começa a drenar”, destaca. No irrigado, o especialista considera que é preciso tentar plantar no máximo até 10 de fevereiro para escapar de temperaturas baixas no final do mês de junho.

No Mato Grosso, em função da irregularidade das chuvas no início do plantio da soja, Kasuya afirma que haverá atraso no plantio da cultura do algodão e grande parte será realizado em fevereiro. Com isso, o produtor junto com a assistência técnica terá que tomar algumas medidas para amenizar esse impacto da janela não ideal de plantio. Ele aponta preocupações com o bicudo e, principalmente, a Mancha Alvo que já está com inóculo presente no solo. “Com isto, um bom manejo será fundamental para o sucesso”.

Fonte: Moglia Comunicação

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