Foto: Incaper

O reuso de água na propriedade rural tem ganhado importância diante da pressão crescente sobre os recursos hídricos em várias regiões do país, especialmente em áreas com histórico de estiagem prolongada.

Especialistas do setor apontam que a água utilizada em processos como lavagem de instalações e equipamentos pode, em muitos casos, ser tratada e reaproveitada para fins menos exigentes, como irrigação de áreas específicas da propriedade.

Em sistemas de piscicultura, a água utilizada nos viveiros pode ser direcionada para irrigação de hortas e pomares, aproveitando os nutrientes presentes nesse efluente como fonte adicional de fertilização das culturas.

A captação de água de chuva, armazenada em cisternas e reservatórios, complementa outras fontes hídricas da propriedade e reduz a dependência exclusiva de poços e mananciais superficiais durante períodos de escassez.

O tratamento de dejetos animais, além de gerar biofertilizante, também pode resultar em água tratada aproveitável para determinadas finalidades dentro da propriedade, reduzindo o volume total de água nova necessária nas operações.

O planejamento do uso da água na propriedade, mapeando quais atividades exigem água potável e quais podem utilizar água de reuso, ajuda a otimizar o consumo total e reduzir custos operacionais ao longo do tempo.

A legislação sobre outorga de uso de água tem se tornado mais rigorosa em diversas regiões, o que reforça a importância de estratégias de reuso como forma de manter a atividade produtiva dentro dos limites legais estabelecidos.

Com a escassez hídrica se tornando preocupação recorrente em diferentes biomas brasileiros, produtores que adotam estratégias de reuso tendem a estar mais preparados para lidar com restrições futuras de captação de água.