Safra de uvas da Cooperativa Vinícola Garibaldi deve crescer 25% em 2021

Foto: Augusto Tomasi

A Cooperativa Vinícola Garibaldi celebra o momento mais simbólico da temporada: a vindima. As primeiras uvas da colheita estimada em 25 milhões de quilos começam a chegar para serem processadas. O volume representa cerca de 25% a mais do colhido na safra passada, considerada uma das melhores da história da vitivinicultura brasileira, e deve render o envase de cerca de 20 milhões de litros, incluindo sucos, espumantes e vinhos.

Pelos prognósticos, a vinícola deve celebrar a manutenção da qualidade do fruto. É uma conjuntura de fatores que combina o cenário até aqui, no qual o pequeno período de estiagem para os vinhedos foi amenizado pelas chuvas no início de dezembro, com a previsão climática para os meses de janeiro e fevereiro.

“É um período que indica a ocorrência do fenômeno La Niña, que reduz os níveis de chuvas, favorecendo a maturação das uvas e permitindo que a colheita seja realizada no ponto de maturação ideal, a exemplo do que ocorreu na safra 2020”, observa o enólogo chefe da cooperativa, Ricardo Morari.

A colheita mais farta em 2021 encontra explicação nos investimentos da cooperativa. Nos últimos anos, novas áreas de vinhedos ganharam cultivo pelos associados e, agora, estão iniciando seus ciclos produtivos.

o enólogo chefe Ricardo Morari aposta no monitoramento das plantações para obter os bons resultados 

Mais de 40 variedades serão entregues na vinícola. Para a elaboração dos premiados espumantes da marca, as principais cepas são os Moscatos, o Prosecco, o Trebbiano, o Chardonnay, o Riesling e o Pinot Noir, que juntas chegam a 30% do total das uvas recebidas. Já para a elaboração de vinhos finos, as uvas mais representativas são Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat e para os sucos e vinhos de mesa, o destaque é para as variedades Isabel e Bordô.

Para Morari, não há nenhuma variedade em destaque, pois uma das características da cooperativa é monitorar a maturação de todas as cepas a fim de que sejam colhidas no ponto ideal para o estilo de produto almejado. Por isso, todas recebem o mesmo tratamento, incluindo os cultivos de teste para estudar variedades que melhor se adaptem às condições de solo e clima.

“Avaliamos não somente a questão de açúcares, mas também a acidez, pH e polifenóis totais (esse no caso das tintas) a fim de determinarmos o ponto de colheita. Com isso temos conseguido bons resultados nas diferentes variedades, destacando principalmente as utilizadas na elaboração dos espumantes e nos vinhos finos”, destaca o enólogo.

Fonte: Vinícola Garibaldi

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