Salmão da Noruega é alimentado com soja sustentável do Brasil

A qualidade e o sabor do salmão da Noruega são reconhecidos globalmente. Seu cultivo e pesca seguem rígidos códigos de sustentabilidade, sempre com foco na preservação global do meio ambiente aliada a qualidade e sabor do pescado. Durante muitos anos, o salmão norueguês foi alimentado com soja proveniente de áreas de cultivo sem desmatamento. Em 2020, o segmento uniu forças para usar seu poder de mercado com foco em acabar com o comércio de soja proveniente de áreas desmatadas em outras indústrias.

Essa ação tem obtido resultados bem sucedidos, causando profundas mudanças nas cadeias de fornecimento de soja, um dos componentes vegetais mais importantes da alimentação do salmão, bem como de outras produções de proteínas animais.

No começo de 2020, todos os fornecedores brasileiros de soja à indústria norueguesa de cultivo do salmão anunciaram a implementação de uma cadeia de valor com 100% sem desmatamento e conversão livre de soja, tendo dezembro do mesmo ano como data limite para as mudanças. Isto significa que, após esta data, nenhuma soja cultivada em terras que tenham sido desmatas será comercializada.

Como resultado, a soja fornecida ao salmão norueguês não é apenas certificada, mas também fornecida por produtores brasileiros comprometidos em uma cadeia sustentável.

“Este é um importante e decisivo passo para a adoção de sistemas alimentares globais mais sustentáveis, reforçando a importância da indústria do salmão norueguês juntamente com os seus parceiros a liderar o caminho da sustentabilidade com a sua influência e poder de mercado”, indica a CEO do Norwegian Seafood Council, Renate Larsen.

Alimentação sustentável do salmão norueguês

A indústria do salmão passou por significativas transformações nos últimos anos. Se antes a dieta do salmão era rica em ingredientes marinhos, houve uma mudança com a introdução de alimentos ricos em nutrientes, como algas e consumo de produtos de origem vegetal.

Proporcionar ao salmão em crescimento uma dieta rica em nutrientes, e ao mesmo tempo garantir que as matérias-primas componentes desta ração sejam obtidas de forma responsável, tem sido um foco crescente para a indústria norueguesa.

A alimentação do salmão norueguês é completamente livre de organismos geneticamente modificados (Não-OGM), livre de antibióticos. Os ingredientes marinhos provêm de fontes certificadamente sustentáveis e rigorosamente controladas para o uso de quaisquer substâncias que não atendam parâmetros de qualidade.

“As credenciais de sustentabilidade do salmão norueguês são muitas. As empresas de salmão da Noruega estão no topo da lista dos produtores de proteínas mais sustentáveis do mundo, de acordo com relatório Coller FAIRR. Atuar junto aos produtores de soja no Brasil para acabar com as práticas de desmatamento ainda existentes em outros segmentos da indústria produtora de proteínas é uma evolução em direção a uma produção mais responsável”, diz Larsen.

Liderar o caminho para outras proteínas

“Os fornecedores brasileiros de soja e a indústria norueguesa do salmão são as lideranças de um movimento que estabelece um novo patamar para as cadeias de fornecimento de produtos sustentáveis. Este compromisso histórico dos fornecedores de soja brasileiros será uma mudança de jogo para o padrão de sustentabilidade das cadeias de fornecimento globais. Os produtores globais de suínos, aves e bovinos estão perdendo espaço, se continuarem a permitir o desmatamento em sua cadeia de produção e abastecimento. Para deixar de ser cúmplice no desmatamento, a indústria da carne tem de seguir o exemplo e exigir que os seus fornecedores se tornem totalmente livres de desmatamento”, esclarece Ida Breckan Claudi, da Rainforest Foundation Norway.

Essa é a primeira vez que uma indústria de proteínas animais estabelece uma referência tão voluntária e setorial, com foco em inspirar outras indústrias mundiais de proteínas a seguir os mesmos caminhos e decisões.

Todos os produtores brasileiros de soja que fornecem à indústria norueguesa do salmão comprometeram-se com o corte de produção, que foi fixado para agosto de 2020. Juntamente com as ONG´s ProTerra e WWF Brasil, os fornecedores de soja acordaram num sistema avançado de monitoramento, informação e verificação para implementar e impor o seu compromisso de desmatamento zero.

“O PRI parabeniza esse compromisso voluntário do setor do salmão, que estabelece um precedente encorajador para que outras indústrias dependentes da soja se tornem livres de desmatamento e convertam suas cadeias de fornecimento”, aprova Gemma James, Chefe das Questões Ambientais nos Princípios de Investimento Responsável das Nações Unidas (PRI da ONU).

Fonte: Norwegian Seafood Council

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